A infertilidade afeta aproximadamente 1 em cada 5 casais. As causas da infertilidade podem estar ligadas a problemas masculinos (40%), femininos (40%) ou a uma combinação de ambos (15%), nos outros 5% dos casos não há causas aparentes para o problema. De qualquer modo, antes dar início ao tratamento são necessários alguns exames básicos. Para que se faça um diagnóstico preciso da causa da infertilidade é necessário uma avaliação clínica e laboratorial do casal. Portanto, antes de mais nada, a investigação do casal. Infertilidade Masculina O espermograma é um exame de grande importância na avaliação do homem infértil e deve se solicitado logo no início. Em caso de alteração espermática, a rotina é pedir pelo menos dois testes com intervalo de três meses, isto porque, este é o Período, aproximadamente, necessário para o nascimento de uma nova família de espermatozóides. Em alguns casos um fator ambiental ou medicamentoso poderá estar alterando temporariamente a qualidade do sêmen. É de grande importância afastar uma provável infecção espermática e até mesmo uma prostatite. Análise do sêmen I. Espermograma (OMS - 1992) Concentração: ³ 20 milhões de espermatozóide/ml. Motilidade: > de 50% de espermatozóides móveis ( grau A + B) Grau A: linear rápido (> 25%) Grau B: linear lento Grau C: móvel não progressivo (movimento circular) Grau D: imóveis Morfologia: Assim como a motilidade progressiva rápida, a morfologia normal é um parâmetro indicador da capacidade fecundante do espermatozóide. Segundo a morfologia estrita, preconizada por Kruger & al (1988) um sêmen fértil deverá apresentar pelo menos 14% de espermatozóides normais (ovais). Vitalidade (teste da eosina-nigrosina): > de 50% de espermatozóides vivos. II. Exames complementares Peroxidase ( P.A.S ): < 1 milhão de células redondas P.A.S positivas por mililitro de sêmen. Mais de 1 milhão/ml é sinal de infecção aguda. Swelling Test (teste de hiposmolaridade): Utilizado para avaliar a integridade da membrana espermática. Normal: > 50% de espermatozóides inchados. Teste de anticorpo anti-espermatozóides (MarScreen): utilizado para análise da presença de anticorpos anti-espermatozóides. Valores de referência: 0 a 10%: negativo 11 a 30%: duvidoso > 30%: positivo Capacitação espermática: Esta técnica torna o espermatozóide apto a fertilizar, após um processo de lavagem e migração ascendente ou descendente. Teste de Kremer: para avaliar a capacidade de penetração espermática no muco cervical. Teste de penetração espermática ou "teste de Alexander": Avalia a capacidade dos espermatozóides de penetrar no muco cervical. III. Para evidenciar uma provável infecção espermática: Espermocultura e antibiograma. Pesquisa de Chlamydia e Mycoplasma no sêmen e na uretra. Cultura seriada de Stamey: na suspeita de prostatite IV. Dosagens bioquímicas: Entre outras, a dosagem da frutose pode afastar uma possível obstrução presente nos casos de hipospermia. Causas mais comuns da infertilidade masculina Produção ou excreção inadequada do espermatozóide Infecção espermática Anticorpos anti-espermatozóides Varicocele Obstrução do trato genital Criptorquidia (falha na descida dos testículos) Distúrbios do canal da ejaculação Alterações hormonais Anomalias genéticas Conceitos 1.Aspermia: ausência de sêmen. 2.Hipospermia: menos de 2 ml de ejaculado. 3.Hiperespermia: mais de 5 ml de ejaculado. 4.Azoospermia: ausência de espermatozóides. 5.Oligozoospermia: moderada (entre 10 e 20 milhões/ml)