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Antologia Poética

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Carlos Drummond de Andrade - Resumo - Explicação Meu verso é minha consolação. Meu verso é minha Cachaça. Todo mundo tem sua Cachaça. Para beber, copo de cristal, canequinha de folha-de-flandres. folha de taioba, pouco importa: tudo serve. Para louvar a Deus como para aliviara peito, queixara desprezo da morena, cantar minha vida e trabalhos é que faço meus versas. E meu verso me agrada Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou. Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta? Sob o título prov,sório de Reunião, Drummond publicou em 1969, um volume contendo dez livros de poesia: Alguma poesia (1930), Brejo das almas (1934), Sentimento do mundo (1940), José (1942), A Rosa do Povo (1945), Novos poemas (1948), Claro enigma (1951), Fazendeiro do ar (1954), A vida passada a limpo (1959), Lição de coisas (1962). Ao organizar a sua Antologia poética, em 1962, Dmmmond optou por apresentá-la em certos núcleos temáticos, que seriam, segundo suas próprias palavras, certas características, preocupações ou tendências que a condicionam ou definem em conjunto A Antologia lhe pareceu assim mais vertebrada e, por outro lado, espelho mais fiel. Para fazermos esta travessia de iniciação à sua obra, optamos por seguir a arquitetação proposta por ele, além disso, incluímos o livro a que pertence cada poema, para que se possa identificá-lo nos momentos da criação de Drummond. Um Eu todo retorcido Poema de sete Faces (Alguma poesia) Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai Carlos’ Ser gauche na vida

 

 

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