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Redação UFMs- UFPR

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Mostre o “efeito de sentido” humorístico que se observa nos quadrinhos acima, explicitando o final surpreendente para o leitor.

      02 - Tendo o texto de Jorge Baleeiro de Lacerda como suporte, discuta os paradoxos por ele apresentados em “Cartas”, Revista Veja, 8/10/97, p.20.

      “Parte da humanidade ama o papa mas não odeia a camisinha, venera-o sem desamar a pílula, respeita-o sem condenar o Aborto, ouve-o sem seguir seu ensinamento, não lhe diz não mas também não lhe diz amém. Ser amado mas não ser ouvido por todos é seu grande drama.”

      Jorge Baleeiro de Lacerda, Francisco Beltrão, PR

      03 - Herdeiros do barulho

      Quando até louvar os mortos provoca encrenca

      Monteiro Lobato - Na semana passada, a escritora Ana Maria Machado foi alertada pelos advogados dos herdeiros do escritor infantil: tinha 72 horas para explicar por que havia citado, sem autorização, personagens de Lobato no livro Amigos Secretos.

      (In: Revista Veja, 8/10/97, p.24.)

      O direito autoral tem a extensão que a família do autor revoga, ou a “voz” de Lobato já faz parte integrante do “coral” da cultura brasileira?

      04 - Leia o texto abaixo e faça a atividade proposta.

      Vestia um camisolão azul, sem cintura. Tinha cabelos longos como Jesus e barbas longas. Nos pés calçava sandálias para enfrentar o pó das estradas e, a cabeça, protegia-a do sol inclemente com um chapelão de abas largas. Nas mãos levava um cajado, como os profetas, os santos, os guiadores de gente, os escolhidos, os que sabem o caminho do céu. Saudava as pessoas dizendo “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”. Respondiam-lhe dizendo “Para sempre seja louvado”. Chamava os outros “meu irmão”. Os outros chamavam-no “meu pai”. Foi conhecido como Antônio dos Mares, uma certa época, e também como Irmão Antônio. Os mais devotos o intitulavam “Bom Jesus”, “Santo Antônio”. De batismo, era Antônio Conselheiro, nome com o qual conquistou Os Sertões e além. O mais célebre cronista de suas aventuras, Euclides da Cunha, escreveu em Os Sertões que poderia tanto ir para a História como para o hospício. Maldade considerá-lo caso de hospício. Foi para a História, e nela cravou um marco profundo - um ferimento. Transformou-se num dos personagens mais perturbadores da História do Brasil, figura central de um dos episódios mais extravagantes, equivocados e trágicos da nacionalidade, e também dos mais fascinantes, em que o Brasil defronta o Brasil, estranha o Brasil e choca-se frontalmente com o Brasil.

      (“O legado do Conselheiro”. In: Revista Veja, 3/9/97, p.64)

      Complete o texto de Roberto Pompeu de Toledo com um parágrafo conclusivo que inicie com:

      “Portanto, o Antônio Conselheiro...”

Temas UFMS - 1999

      1 - Leia, a seguir, o trecho inicial do artigo "O que prometeram os candidatos", de Cláudio de Moura e Castro (Veja, ed. 1567, 07/10/98, p.18):

      Em uma Democracia, os governantes são eleitos pelo povo. Mas uma Democracia só funcionara bem se o povo souber escolher seus representantes. 0 que se ofereceu ao povo para que ele pudesse deci-dir em quem votar no último domingo? Como decifrar os discursos e as plataformas? Em que medida as promessas feitas refletem o grau de maturidade dos candidatos?

      Sem ter a preocupação de concluir o texto, acrescente-lhe um parágrafo que o complemente com coerência. Observe que deve haver continuidade no tratamento do tema e na linguagem adotada.

      2- Os quadros abaixo foram adaptados de uma pesquisa do Cadê/Ibope, publicada na revista Época (07/07/1998), sobre os internautas, isto é, pessoas que têm o hábito de navegar pela Internet. 

      Com base nos dados fornecidos pelos quadros, redija um texto informativo, que poderia ser publicado na mesma revista, delineando o perfil do inter-nauta típico.

      3. O texto que segue é um fragmento da música “Dança do desempregado”, de Ga-briel o Pensador. Leia-o com atenção:

      Essa é dança do desempregado

      Quem ainda não dançou tá na hora de aprender

      A nova dança do desempregado

      Amanhã o dançarino pode ser você.

      Vai pro olho da rua e não volta nunca mais

      Vai saindo, vai saindo sai

      Com uma mão na frente e a outra atrás

      Bota a mão no bolsinho (Não tem nada)

      Bota a mão na carteira (Não tem nada)

      Bota a mão no outro bolso (Não tem nada)

      Vai abrindo a geladeira (Não tem nada)

      Vai procurar mais um emprego (Não tem nada)

      Olha nos classificados (Não tem nada)

      Vai batendo o desespero (Não tem nada)

      Vai ficar desempregado.

      Como é possível perceber, o autor faz uma reflexão bem-humorada sobre um dos problemas que mais têm afligido a população brasileira nos últimos tempos, conforme comprova a seguinte manchete de uma reportagem publicada na revista Veja (11/2/1998), p. 68-73)

      ASSOMBRAÇÃO NACIONAL

      O aumento acelerado das demissões

      começa a provocar inquietação no Brasil

      A partir da leitura do material reproduzido acima e da sua própria leitura do mundo, escreva um texto dissertativo que enfoque alguma(s) das causas e/ou conseqüências do desemprego no Brasil.

      4 – Leia o trecho a seguir e faça a atividade proposta:

      O Pantanal, por suas características peculiares, exerce estranho fascínio na mente de todos que o visitam. A beleza dos rios, das matas, das lagoas, com verdes de todos os tons, compõe uma paisagem que as mais modernas lentes não conseguem captar com plenitude. A variedade de animais de toda espé-cie, os contrastes naturais: secas/enchentes, aglomerados humanos em torno das sedes das fazendas e imensos vazios preenchidos por milhares de cabeças de gado, a cultura do patrão e a do vaqueiro, o poder econômico do fazendeiro e a pobreza do peão, a situação de isolamento, em que se acham confi-nados ranchos e fazendas, tudo isso determinou o surgimento de uma cultura única, que surpreende os pesquisadores e fascina os artistas. (...)

      Nos corixos, baias e várzeas, alternam-se lagoas salobras com praias brancas, lagoas doces com vegetação nas margens, por onde voam e cantam pássaros de todas as cores e tamanhos. Garças, colhereiros, tuiuiús, baguaris, tucanos, araras azuis, bem-te-vis, emas, gaviões enfeitam o mais lindo pôr-do-sol. Jacarés de olhos esbugalhados enterram-se na lama dos corixos, num exercício de paciência que desafia a lentidão das horas. Onças ferozes deslizam sorrateiras, cervos elegantes espreitam de longe qualquer sinal de perigo. Tatus, antas, pacas, lontras e macacos sentem-se senhores do espaço, donos das matas. Sucuris povoam a imaginação dos pantaneiros, que contam historias fantásticas da cobra capaz de engolir bois e pessoas (...)

      (ROSA, Maria da Gloria Sá. O artesanato como força representativa do pluralismo sul-mato-grossense. In: Catalogo do Ministério da Cultura/Funarte, 1995)

      Apoiando-se nas informações que você obteve acima, elabore um texto publicitário sobre o Pantanal, com o objetivo de persuadir o brasileiro a valorizar o turismo nacional.

      Comentários sobre a prova acima

      REDAÇÃO

      Questão 1: Com essa questão, pretende-se avaliar a capacidade que o vestibulando tem de fazer avançar um texto, mantendo a unidade temática e o tipo de linguagem utilizada, a partir de informações inicialmente propostas. Assim, para dar seqüência ao texto de Cláudio de Moura e Castro, o candidato pode optar por responder a alguma(s) das perguntas feitas pelo autor ou introduzir novas questões referentes ao assunto (por exemplo: Qual o nível de interesse do próprio eleitor em participar da eleição? Até que Ponto o nível de escolaridade ou a maturidade do eleitor pode interferir em sua decisão?), entre outras possibilidades.

      Questão 2: Esse tipo de questão oferece condições para avaliar as seguintes habilidades do candidato:

      a) o grau de compreensão da leitura de um texto pertencente a um outro sistema de significação (predominantemente visual); b) a utilização da modalidade escrita da língua culta para organizar e articular adequadamente os resultados dessa compreensão num texto verbal claro e conciso. Nesse caso, é preciso que o internauta típico fique bem caracterizado (ele é predominantemente do sexo masculino, tem de 20 a 29 anos, pertence à classe sócio-economicamente favorecida e possui, no mínimo, diploma de 2º grau) e que as características apontadas sejam devidamente relacionadas de modo a compor um todo significativo e não um mero aglomerado de frases soltas.

      Questão 3: Questões como essa permitem verificar se o vestibulando é capaz de perceber as especificidades de diferentes tipos de textos e utilizar esse conhecimento na construção de um discurso próprio. Isso significa, portanto, que o aluno deve:

      a) identificar os recursos empregados na letra da música de Gabriel o Pensador (linguagem coloquial, uso de repetições, etc.);

      b) utilizar recursos distintos (linguagem formal, conectores que articulem adequadamente os enunciados, etc.) de modo a produzir um novo tipo de texto que informe o leitor e que seja, ao mesmo tempo, coeso e coerente. Como se trata de um proposta bastante ampla e que depende do "conhecimento de mundo" de cada um, o candidato pode abordar questões como a automação na sociedade moderna, em que a máquina substitui o homem; a concorrência de produtos estrangeiros, decorrente da Globalização, que leva ao fechamento de fábricas e indústrias nacionais; a atual política econômica do governo, com altas taxas de juros e falta de subsídios (causas do desemprego, entre outras); ou ainda o aumento da violência sobretudo nos grandes centros urbanos; o surgimento de problemas como Depressão, alcoolismo e dependência de drogas; diminuição do poder aquisitivo de grande parte da população (conseqüências do desemprego, entre outras).

      Questão 4: Em relação a essa questão, o que se espera do candidato é que ele seja capaz de selecionar informações relevantes do texto-base e, somando-as às suas próprias informações sobre o assunto, compor um novo texto que persuada e seduza o destinatário, através da utilização de recursos variados, tais como figuras de linguagem (metáforas, comparações, antíteses, aliterações, etc.), rimas, gírias, provérbios e slogans, entre outras tantas possibilidades que a língua oferece. O aluno pode, por exemplo, exaltar as belezas naturais e/ou os contrastes da região ou ainda destacar a diversidade da fauna e da flora pantaneiras. Tudo isso com o objetivo de chamar a atenção do leitor e "vender" a idéia de que o Brasil tem um potencial turístico que merece ser explorado. A exemplo das duas questões anteriores, trata-se de expor o aluno a diferentes tipos de textos, levando-o a reconhecer o que caracteriza cada um deles e a utilizar esse conhecimento na produção de novos textos.

UFMS - temas de 2000

      REDAÇÃO

      Questão 1

      O marciano Arc já se tornou personagem conhecido do público-leitor da revista Veja pelo seu hábito de questionar os usos e costumes dos terráqueos, como no diálogo a seguir:

      Arc* e os economistas

      Arc, o marciano, quer saber o que fazem os economistas. Por exemplo, fazem economia?

      - Claro que não, Arc. Fazer economia qualquer um pode fazer. Basta gastar menos... Os economistas se dedicam a importantes estudos sobre a conjuntura econômica de um país, até do mundo: produção, consumo, arrecadação, déficits e superávits, entende?

    * ¨ - Não. Isso tudo serve para quê? Por exemplo, melhora a vida da população?

- Tá difícil, hein, marciano? Eu disse “importantes estudos”, entendeu? Por exemplo, fazem previsões sobre o futuro da economia...

    * ¨ - ... e acertam?

- Nunca. Mas não é isso que interessa. Ao estudar os movimentos da economia, eles elaboram tendências para o futuro...

    * ¨ - Entendi. Estudam o que já aconteceu, para prever o que não vai acontecer... Desculpe a insistência, mas isso serve para quê?

      *Arc é marciano e invisível, vem regularmente à Terra – inclusive ao Brasil – para ver se vale a pena Marte investir aqui. Por enquanto, ele acha que não dá...

      (Veja, 28/7/99, p. 36)

      Tomando por base o trecho abaixo, retirado de uma reportagem publicada no mesmo número da revista Veja (28/7/99, p. 46-7), e usando sua criatividade, estabeleça um diálogo com Arc, analisando a situação apresentada:

      Qual é a chance de um estudante ingressar num curso disputado numa universidade pública? Se ele foi aluno de escola particular, a chance de passar no vestibular é uma em nove. Se estudou em colégio do governo, a possibilidade é bem menor: uma em 104. Outra forma de dizer a mesma coisa: 75% dos candidatos ao vestibular de medicina da Universidade de São Paulo, USP, são oriundos da escola pública, mas eles só conseguem ocupar 20% das vagas.

      A escola pública de ensino fundamental e médio forma três vezes mais alunos do que a escola particular, mas oferece uma qualidade de ensino notadamente inferior e fica com a minoria das vagas nas boas faculdades. Resultado: quem tem dinheiro no bolso e gastou com a educação do filho consegue matriculá-lo na universidade pública, que é de graça e melhor que a faculdade particular.

      Questão 2

      A partir da pergunta motivadora: “Você já se perdeu durante um passeio, numa viagem?”, leitores escreveram para a revista Viagem e Turismo (ago. 1999, p.8), dando seu depoimento:

      “Entrei por uma porta numa loja de Miami e saí por outra, sem perceber. Fiquei horas andando sem rumo e só achei o caminho do hotel com a ajuda de um taxista cubano.”

      Carrie White por e-mail.

      “Já. Numa viagem de trem de Nova York para Hartford, Eu e dois amigos nos perdemos de outros dois quando fomos ao restaurante, que ficava no último vagão. Enquanto tomávamos umas e outras, não percebemos que o trem havia sido dividido e o nosso vagão, engatado a uma composição que ia para Boston! Foi preciso montar uma operação hollywoodiana, cheia de baldeações, para chegarmos a Hartford. Um sufoco!”

      Fábio Barros, João Pessoa, PB.

      Escreva para a mesma revista, respondendo à seguinte pergunta: “Qual a cena mais engraçada que você já viu numa viagem, num passeio ou numa festa?” Você pode narrar um episódio real ou fictício, mas tome cuidado para não se identificar; use um pseudônimo.

      Questão 3

      Partindo da comparação entre o texto A (Estatuto da Criança e do Adolescente. Art. 7º, Cap. I) e o texto B (cenas publicadas na revista Época, 6/9/99, p. 53), elabore um texto dissertativo que apresente proposta(s) de “política social pública” para minimizar a situação crítica de grande parte da população jovem do Brasil.

      Texto A:

      “A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.”

      Texto B

      CENAS DE HOJE 

      A menina de São Paulo vende chiclete nas ruas; em Minas, o pequeno carvoeiro posa ao lado dos fornos; em Belém, a versão atual da "menina perdida": são 8 milhões no batente.

      Questão 4

      No limiar do terceiro milênio e de um novo século, os meios de comunicação de massa têm procurado eleger as personalidades do século XX. Leia a seguir um trecho da reportagem sobre Rui Barbosa, considerado pela revista Isto é (Especial 9, 6/10/99, p.6), o jurista brasileiro do século:

      Dominando como poucos o ofício de orador, o jurista baiano (nascido em Salvador, a 5 de novembro de 1894) encantou e causou inveja a muita gente. (...) Jurista, advogado, diplomata, político e jornalista, Rui Barbosa foi um homem que “teve sua atuação pública baseada num rígido comportamento ético”, como disse a ISTO É o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Mário Machado. (...) A erudição de Rui lhe deu a capacidade de falar, com fluência, inglês, italiano, espanhol, alemão e francês. Desde menino a família tinha certeza de que ele seria um gênio da raça. Aos cinco anos, aprendeu a analisar orações e conjugar verbos e, aos dez, tinha lido alguns dos clássicos da literatura, além de declamar trechos de Camões. (...) O adolescente, que precisou esperar até completar os 16 suficientes para o ingresso na faculdade, era um defensor das liberdades individuais.

      Orientando-se pelo texto acima, aponte e descreva uma pessoa de qualquer área (esporte, política, cultura, religião, etc.) que, na sua opinião, tenha-se destacado no século XX, no Brasil e/ou no mundo.
       

 

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