Prova de Redação - 1.º colegial
Paraolimpíada Atenas 2004
Stoke Mandeville
A história do desporto para pessoas portadoras de deficiência teve início na cidade de Aylesbury, na Inglaterra. A pedido do governo britânico, o neurologista Ludwig Guttmann, que fugira da perseguição aos judeus na Alemanha nazista, criou o Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, destinado a tratar soldados do exército inglês feridos na Segunda Guerra Mundial.
Embora já se promovessem atividades esportivas para portadores de deficiência, principalmente na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Alemanha, foi em 1948 que este conceito ganhou caráter oficial, com a realização dos Jogos de Stoke Mandeville.
Primeiros Jogos
A realização dos Jogos, que contaram com a participação de 16 atletas veteranos de guerra, coincidiu com a disputa, em Londres, da XIV Olimpíada. O próprio Guttmann organizou o evento em Stoke Mandeville, demonstrando seu desejo de que um dia os atletas portadores de deficiência tivessem sua olimpíada.
Sonho Paraolímpico
O sonho olímpico de Guttmann viria a se concretizar em 1960, em Roma. Seu colega Antonio Maglio, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, na Itália, propôs que os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville se realizassem naquele ano na capital italiana, imediatamente após a XVI Olimpíada, e nas mesmas instalações. Os Jogos Paraolímpicos, com a denominação de Olimpíadas dos Portadores de Deficiência reuniram 400 esportistas em cadeira de rodas, de 23 países. A competição teve todo o apoio das autoridades italianas. O Papa João XXIII recebeu os participantes em audiência privada e elogiou o trabalho de Guttmann. Desde então, com as exceções provocadas por problemas administrativos de países anfitriões, os Jogos Paraolímpicos se realizam na mesma cidade e nas mesmas instalações das Olimpíadas.
Participação brasileira
Desde que o País mandou a sua primeira representação aos jogos paraolímpicos, em 1972, na cidade de Heidelberg, na Alemanha, a presença brasileira nestas competições vem se ampliando.
MEDALHAS DO BRASIL EM PARAOLIMPÍADAS
Paraolimpíada 2004. Início: 17/9, Atenas.
Paraolimpíada e a televisão
A televisão não mostra a Paraolimpíada. Se mostrasse, Eu passaria o dia inteiro grudado nela. É o evento esportivo mais entusiasmante que há. E, contrariamente ao que acontece nas Olimpíadas, o Brasil não passa vergonha. Em Sydney, nossos atletas paraolímpicos ganharam seis medalhas de ouro, contra nenhuma dos atletas olímpicos. A velocista Ádria Santos bateu o recorde mundial nos 100 e 200 metros, na categoria dos deficientes visuais. A amputada Roseane Ferreira dos Santos ganhou mais dois ouros no arremesso de peso e disco, ambos com recorde mundial. Os brasileiros se orgulham dos pernas-de-pau do futebol. Deveriam se orgulhar de Ádria e Roseane. Uma vitória na Paraolimpíada é mais honrosa para um país do que uma vitória em qualquer outra competição. Eu sou do time dos paraplégicos. (Diogo Mainardi - revista Veja, 6/8/2003).
Propostas de redação
Proposta 1: escreva um texto dissertativo, em prosa, 30 linhas, sobre como encarar os desafios da vida, cujo tema se sintetiza em duas frases:
a) O desafio do impossível
b) "Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." Lao Tsé.
Faça rascunho e coloque título no texto definitivo.