Logo1 Logo2

Publicidade

Desastres na base de Alcântara

» Home »» Redação
Matéria visualizada 357 vezes  

Autor: (Cristíane Segatto, Paula Pereira e Solange Azevedo, Época, 1.º/9/2003.) Proposta de redação       Com o acidente da base de Alcântara, volta com tudo a questão dos programas aeroespaciais do Brasil. Vale a pena continuar a investir em tecnologia de ponta?       Ciência e tecnologia devem ceder seus investimentos em prol de outras causas urgentes? Deve-se insistir na continuidade, mesmo depois do acidente? Leia os textos, onde há opiniões contraditórias, abaixo e redija um texto em que você discuta o programa espacial do Brasil e dê sua opinião sobre a continuidade (ou não) das pesquisas.       Cuidado! Não copie trechos sem colocar Aspas. As opiniões são propositalmente contraditórias para contemplar todas as posições possíveis sobre o tema..       Comissão já tem hipóteses para explicar acionamento de propulsor na Base de Alcântara       Os engenheiros que investigam o desastre na Base de Alcântara começaram a examinar as imagens feitas pelo sistema de câmeras do centro de lançamentos e já têm algumas hipóteses para explicar a ignição de um dos propulsores do veículo lançador de satélites que explodiu na sexta-feira, na plataforma de lançamento, matando 21 pessoas.       Durante a primeira visita de jornalistas ao local da tragédia, o major brigadeiro Tiago Ribeiro, diretor do Centro Tecnológico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos (SP), disse que a comissão de investigação deve concentrar o seu trabalho em determinar as causas desse acionamento. Segundo ele, o incêndio pode ter sido causado coma ignição espontânea de um dos quatro motores do foguete.       O Engenheiro Mauro Tolinky, vice-diretor de espaço do IEA (Instituto de Aeronáutica e Espaço) de São José dos Campos (SP), explicou que o acionamento pode ter ocorrido por uma onda eletromagnética, por uma descarga elétrica ou pelo toque de uma peça metálica no reservatório de combustível. Eles já sabem que o fogo espalhou-se de baixo para cima. Mesmo assim, Tolinky disse que a comissão de investigação não descarta nenhuma hipotese.       Segundo o ministro da Defesa, José Viegas Filho, os dois inquéritos sobre o acidente com o veículo lançador de satélite estarão concluídos dentro de 40 dias. Um inquérito investiga as causas do acidente e o outro se há ou se houve algum responsável pela tragédia que resultou na morte de 21 pessoas.       O ministro disse que o governo está investigando todas as causas do acidente.De acordo com Viegas,o governo não está direcionando as investigações para uma possível sabotagem porque 'não há indícios de que isso tenha acontecido'. Lima Rodrigues       Os corpos das 21 vítimas, retirados do local no fim de semana, devem ser levadosna terça-feirapara São José dos Campos por um avião da Força Aérea..(Revista Época: 25/08/2003) Algumas opiniões, contraditórias, a respeito:             "O diretor da Agência Espacial Brasileira, O Engenheiro Luiz Bevilacqua, usou a tragédia na base de Alcântara para pedir mais dinheiro ao governo. Ele afirmou que, com mais dinheiro, a tragédia não teria ocorrido, porque teria sido possível contratar pessoal mais qualificado. Ou seja, enquanto as famílias das vítimas choravam suas mortes e buscavam uma radiografia das arcadas dentárias para identificar seus corpos, O Engenheiro Bevilacqua insinuava que os técnicos só haviam morrido porque eram incompetentes. Como é que O Engenheiro Bevilacqua pode falar uma coisa dessas? Como é que ele ainda não foi mandado embora?" (Diogo Malnardl, Veja, setembro/2003.)       "A história se repete, irritantemente. Depois da tragédia, um burocrata do governo diz que o relatório conclusivo sobre as causas do desastre em Alcântara ‘sai em 40 dias’. Exercício de adivinhação? Por que não 29 ou 73 dias? Em seguida, um luminar do governo presume que a explosão tenha sido causada por uma faísca. Ora, desde a descoberta da pólvora qualquer criança sabe que faíscas desencadeiam explosões. A questão é outra: aquelas absurdas 41 toneladas de combustível sólido estavam convenientemente confinadas? Com certeza, não.       Para completar o festival de sandices, outra autoridade admite candidamente que até a queda de um martelo provocaria o desastre. Quer dizer que os técnicos transitavam na área dos foguetes carregando martelos? E o que mais? Pés-de-cabra? Bigornas? Maçaricos? Estava certo Chico Anysio, no quadro humorístico sobre a primeira estação espacial brasileira, em que um mecânico substituía um fusível por um pedaço de arame." (Teimo Ghiorzi -Brasília, DF- Folha de S. Paulo, 28.8.2003.)       "O governo já iniciou os estudos para retomar o programa do VLS-1. Um documento preliminar circulando internamente no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e na Agência Espacial Brasileira (AEB) aponta que só a reconstrução da instalação usada para os lançamentos do foguete custará R$ 10 milhões.       O valor é equivalente a quase 14% do total gasto no projeto desde o início de sua implementação, nos anos 1980. Segundo a AEB, até hoje foram gastos cerca de R$ 73 milhões em desenvolvimento, infra-estrutura para o lançamento e três protótipos do VLS-l (Veículo Lançador de Satélites)." (Salvador Nogueira, Folha de S. Paulo, 28.8.2003.)       "Lançadores de satélite com uso civil costumam usar combustível líquido. Ele deveria ter sido adotado pelo programa espacial brasileiro, mas o país não tem tecnologia para fabricá-lo. A atividade espacial começou no Brasil em Agosto de 1961, 20 dias antes da renúncia do presidente Jânio Quadros. Com o golpe militar de 1964, o programa passou a ser tratado como elemento de segurança nacional. Os militares optaram pelo combustível sólido por ser mais barato e adequado ao desenvolvimento de mísseis militares. Com o fim da ditadura e a expansão das telecomunicações, criou-se a Agência Espacial Brasileira, em 1994, dirigida por civis. Mas ainda hoje há uma complicada relação entre civis e militares.       Cada lado quer atrair os recursos para seus interesses. Os cientistas acham que atividades espaciais deveriam estar concentradas nas mãos de civis, a exemplo da Nasa. Essa idéia é defendida até mesmo pelo brigadeiro Hugo Piva, militar que nos anos 80 fez acordos de transferência de tecnologia com Saddam Hussein. Apesar da tragédia do VLS-l, o governo assegura que o programa espacial seguirá adiante. Justificar aos cidadãos por que o país deve investir no espaço enquanto luta contra a fome e as mazelas na saúde pública não é tarefa fácil. Sem atividade espacial, no entanto, não há satélites e sem eles não há vida moderna: previsão do tempo, monitoramento de queimadas, telecomunicações. Mas o Brasil precisa decidir se investe para valer na modernidade ou se interrompe de vez projetos que só fazem sentido quando são ambiciosos — tanto no investimento quanto nos resultados."

 

Matéria Relacionadas

 
»»» Retornar para Redação
Material Escolar
Publicidade
 
Trabalho Nota 10. Todos os direitos Reservados!

eXTReMe Tracker
Leis do Consumidor - Receitas Tipicas - Imagens e Mensagens