Os verbos do português são abundantemente flexionados. De fato, a classe dos verbos é a mais rica da língua portuguesa em flexões, que chegam a 68 para os verbos regulares. Quanto às características das flexões, os verbos são tradicionalmente classificados em regulares, irregulares, defectivos e abundantes.
Regulares: seguem padrões de flexão.
Irregulares: algumas flexões escapam aos padrões de flexão.
Defectivos: não admitem uma ou mais flexões previstas pelo modelo.
Abundantes: apresentam variantes de flexões.
Tempos verbais
Uma das formas de estudar as flexões do verbo é agrupá-las a partir de semelhanças que apresentam no comportamento sintático e semântico. A Gramática Tradicional propõe um modelo de agrupamento que gera conjuntos chamados de tempos verbais e que vamos adotar também.
O nome tempo verbal vem da tradição e vamos adotá-lo, já que na maioria dos casos podemos associar esses conjuntos de flexões do verbo a funções semânticas de tempo.
Na tabela a seguir, temos as flexões de três verbos regulares, agrupadas em tempos verbais. Existem razões históricas para os tempos verbais terem os nomes que têm, mas é recomendável que se evite associá-los ao perfil de uso das flexões. Em outras palavras: o leitor não deve cair na tentação de pensar que o tempo presente só é usado para referir ações que se dão simultaneamente à emissão do discurso. Via de regra, o nome do tempo verbal não o descreve a contento, mas preservamos em parte a nomenclatura tradicional por ser amplamente difundida.
A tabela exibe também que informações a flexão porta nas Categorias morfológicas de número, pessoa, tempo, modo e aspecto
Para ler a tabela considere as abreviações:
Número (N): plural (P) e singular (S).
Pessoa (P): 1ª, 2ª e 3ª.
Tempo (T): futuro (F), passado (Pa) e presente (Pr).
Modo (M): Imperativo (Im), indicativo (I) e subjuntivo (S).
Aspecto (A): anterior (A), durativo (D), pontual (P) e posterior (Po).