Em português há duas flexões de número: singular e plural e a maioria dos substantivos é flexionada em número. No entanto, uma parte deles têm comportamento específico quanto ao número. Vejamos na tabela a seguir quais são as possibilidades.
Formação de número dos substantivos
Para os substantivos flexionados há diversos padrões de flexão de número, envolvendo morfemas flexivos no final da Palavra. Estes padrões se devem a razões fonológicas e evolutivas do idioma que, em alguns casos, deixaram sua marca na ortografia.
* Essa categoria inclui todos os substantivos flexionados em número, menos os que se enquadram nos cinco outros casos citados na tabela.
** Existem exceções como: mal/males, cônsul/cônsules.
Substantivos invariáveis sem número implícito
Alguns substantivos que admitem singular e plural semânticos não são flexionados em número. O número é percebido pelo contexto, graças a indicações presentes em outros elementos do discurso. Estão nessa categoria:
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Paroxítonas ou proparoxítonas que terminam em /s/ e são grafadas com s. Ex.: o pires/os pires, o bíceps/os bíceps, o ônibus/os ônibus.
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Terminados em /cs/. Ex.: o tórax/os tórax, o ônix/os ônix, a fênix/as fênix.
Substantivos invariáveis de singular implícito
Alguns substantivos, embora possam ser hipoteticamente flexionados em número se considerarmos apenas as regras fonológicas, não são empregados no plural por razões semânticas. Em geral, são substantivos associados à noções marcadas como incontáveis. Por exemplo:
Substâncias químicas: ferro, cloro, chumbo.
Materiais em granel: arroz, feijão, sal.
Também entram nessa categoria noções que não comportam plural: Hoje, amanhã.
Hoje é um dia especial.
O amanhã a Deus pertence.
Substantivos invariáveis de plural implícito
Do mesmo modo, alguns substantivos que hipoteticamente admitem singular e plural, são usados apenas no plural por razões semânticas e convencionais.
Exemplos: óculos, férias, pêsames.