
Os mangues ocupam no litoral uma área de 25000 Km2, distribuídos ao longo do litoral (desde o Amapá, até Santa Catarina). O manguezal é um ambiente sujeito a processos marinhos, estuarino e lagunar, podendo ser alterado representativamente pela modificação de processos hidrológicos e hidrodinâmicos, interagentes de sedimentação e de "sistemas vizinhos". Os bosques de manguezal variam segundo a latitude, o meio físico, a hidrografia e a atmosfera, garantindo a variedade botânica e zoológica. São cerca de 60 tipos de árvores diferentes e outras 20 associações oferecendo suporte a mais de 200 espécies animais em todo o mundo. O estabelecimento do ecossistema, onde se instalam árvores e arbustos característicos dos mangues, está vinculado à existência de redutores de sedimentação fina que formam um solo fluido e pouco compactado, dificultando a sustentação, um solo pouco oxigenado na superfície e desprovido de oxigênio abaixo dela. O substrato é retido pelas raízes e troncos das árvores, absorvendo a matéria orgânica produzida por cada unidade.
DEGRADAÇÃO
Os mais graves efeitos provocados pela superutilização humana dos manguezais são os que acarretam um desmatamento em larga escala. Há destruição total das árvores para uso de lenha e carvão. Se o processo de desmatamento se associar ao uso de máquinas e ao aterramento, remove-se e a terra (com sementes e plântulas) e a re-colonização da área se torna praticamente impossível. As retificações de drenagem para evitar inundações locais alteram a rede de drenagem, a jusante do mangue ou em seu interior, causando ressecamento. Em áreas de desenvolvimento industrial e agrícola, metais pesados, petróleo e seus derivados, pesticidas e herbicidas, quando atingem áreas estuarinas e costeiras a elevadas concentrações, causam disfunções enzimáticas em animais e plantas, causando a possível morte dos manguezais.