
CARACTERÍSTICAS GERAIS
A floresta Amazônica está localizada a norte do continente sul-americano. Aproximadamente 67% de sua área pertence ao Brasil, sendo o restante distribuído entre a Venezuela, Suriname, Guianas, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. A formação vegetal está dividida em três principais tipos de mata: igapó, várzea e mata de terra-firme. A mata de igapó é inundada permanentemente, a várzea é inundada somente nos períodos de cheia e a mata de terra-firme, normalmente não é inundada. Há também uma diversidade dos rios. Podemos considerar como principais representantes o Rio Negro (de águas negras), o Rio Solimões, Madeira e Amazonas (águas barrentas ou amarelas) e o Rio Tapajós (de águas claras ou transparentes). Apesar dos solos amazônicos serem estruturalmente pobres, nas várzeas - por receberem matéria orgânica e minerais trazidos na época das cheias - encontramos maior fertilidade do que no restante da floresta. Estes solos nos períodos secos são utilizados pela população ribeirinha para o cultivo, que geralmente é de subsistência. Uma característica marcante da Amazônia é o equilíbrio entre a floresta e a sua mata fechada e bem variada; a rica hidrografia, com a mais densa bacia fluvial do mundo; o clima quente e úmido e os solos em geral pobres, mas que recebem grande quantidade de matéria orgânica proveniente da própria floresta que aliada aos fatores acima, forma um intrínseco ciclo de nutrientes, contribuindo assim para sua subsistência e exuberância.
DEGRADAÇÃO
A Amazônia vem sendo degradada desde a colonização do Brasil de várias maneiras, de acordo com a disponibilidade dos seus recursos naturais e da necessidade econômica em cada etapa deste processo. Houve, contudo, uma intensificação a partir da década de 70 com maior ocupação e extração mineral e vegetal. Atualmente, os principais processos de degradação são: desmatamento: para agropecuária, extração de madeira e ocupação; mineração: para a exploração de principalmente de ferro, cassiterita, bauxita e ouro; as queimadas: para formação de pastagens, abertura de estradas, etc. Desta forma, há uma sensível alteração do ciclo de nutrientes da floresta, abalando os fatores que a mantém.