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Guerra financeira e paz global

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Neste final de século toda a humanidade poderia estar usufruindo de bem estar e vida digna. A tecnologia atual e aquela que pode ser desenvolvida a curto prazo, podem transformar a Terra em um paraíso. Todavia, “os donos deste mundo” pessoas extremamente ávidas e poderosas, desprovidas de solidariedade social, impedem que isto aconteça.

Este artigo revela fatos muito graves, difíceis de acreditar. Mas, creio chegado o momento de revelar a todos os cidadãos do mundo os vergonhosos acontecimentos financeiros e políticos aqui relatados para que se possa reorganizar de imediato as finanças, a economia, a política e a cidadania global, não mais pelos marionetes dos megafinancistas (burocratas, banqueiros e governantes de nações) mas por seres humanos sábios, fraternos e eficazes, por empresários e por representantes das associações produtivas e educacionais.

É imprescindível, para melhoria e engrandecimento da sociedade humana que ao redor de 20.000 pessoas sejam afastadas do poder político, econômico e financeiro! E que outras 200, incrivelmente ricas e poderosas sejam obrigadas a reorientar suas atividades e riquezas para o bem estar de toda a humanidade. Isto pode e deve ser feito sem armas e sem sangue.

Para agir com objetividade e eficácia, precisamos perceber como e quanto nossas mentes estão escravizadas por falsos valores e como foram manipuladas pela massificação e robotização que caracteriza o comportamento da maioria dos cidadãos norte-americanos. Precisamos minimizar o consumismo do supérfluo, e terminar de vez com o nacionalismo tribal e com o sectarismo fanático. Precisamos entender que o moralmente inaceitável é um prática diária dos mais poderosos e que a megaespeculação financeira, a manipulação dogmática e as falsidades ideológicas transformaram nossos irmãos em nossos inimigos, por conseqüência, em inimigos de si mesmos. Esta declaração, neste momento difícil da história é feita em louvor de tantos que foram levados a morrer em tantas lutas inglórias.

Há milhares de anos que as doenças culturais dos povos disseminam preconceitos, fanatismos, carências e violências. A história da humanidade é a história da força das armas e da manipulação, religiosa e ideológica. É uma história onde predominam a loucura, a avidez e a crueldade. A conquista de territórios, os nacionalismos, as ideologias e os sectarismos justificaram a Inquisição, o Colonialismo, a Escravidão, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. A história humana é uma história de guerras que registra nossa incrível capacidade de cometer, justificar e abençoar as piores atrocidades físicas e morais.

Eis a última que supera todas: a partir de 1973, frente a possibilidade de transformar a Guerra Fria em um holocausto global; um pequeno grupo anglo-americano de pessoas que se julgam donos do poder mundial reorientaram sua estratégia imperialista concentrando-se no condicionamento cultural dos povos, na conquista de novos mercados e no acumulo de capital transnacional. De lá até o presente, criou-se uma distância abismal entre os fenômenos econômicos e os fenômenos financeiros.

Em surdina, lentamente, a partir de 1975, foi iniciada a Terceira Guerra Mundial. Uma guerra financeira que logo de início, foi acelerada pela Crise do Petróleo convenientemente provocada para justificar atividades emergenciais favoráveis à segurança nacional dos USA e da Europa. Alem das tradicionais atividades de estimulo à desunião entre os povos, como decorrência de um plano de conquista sem o desgaste das guerras declaradas - que poderiam provocar o cataclismo nuclear - foram emitidos a partir de 1975, dezenas de bilhões de dólares sem o registro convencional no Fed. Federal Reserve Banco Central dos USA e sem o conhecimento do Congresso dos USA; para fins políticos visando a realização de planos estratégicos e políticos que assegurassem a supremacia norte-americana e européia e esvaziassem a influência da URSS.

Os maiores beneficiados com este poder, que decorre de gerenciar estas atividades nada ortodoxas, foram os dirigentes das organizações de inteligência, investigações e espionagem dos USA, da Inglaterra, da Suíça, de Israel e da África do Sul e algumas poucas dezenas de políticos, militares, agentes e intermediários. Estas pessoas ganharam posições chaves no sistema de poder dos USA e do Reino Unido e dinheiro suficientes para garantir o mais longo e caro silêncio.

Os países que mais se beneficiaram com o dinheiro obtido foram a Inglaterra (que estava falida) e Israel (que exigia dos ricos correligionários de Nova York e Londres o direito de sobreviver e manter a presença dos USA no Oriente Médio) e ainda diversos ditadores de direita, organizações religiosas e agentes aliados aos interesses patrióticos dos líderes mais conservadores dos USA, a maioria do Partido Republicano.

De lá até hoje, num crescente vertiginoso, a guerra financeira transformou-se na pior e mais disfarçada de todas as violências cometidas contra a humanidade. Nenhuma outra guerra, nenhum cataclismo registrou tamanho número de vítimas. Mais de 200 milhões de mortes silenciosas, ao redor de 600 milhões de inválidos e quase toda a humanidade, 6 bilhões de seres humanos - sofrendo todo tipo de violências, angustias, carências, pobreza, poluição e miséria.

Nenhum outro fenômeno histórico expandiu e disseminou mais os fanatismos, as síndromes doentias dos povos e as sociopatias dos falsos líderes. As moedas, os títulos das dívidas públicas e as ações de empresas (papeis com valor virtual e mais recentemente impulsos eletrônicos) transformaram-se no verdadeiro deus dos homens. Um predador transparente e mortal. Um deus cada vez mais falso e cruel!

As terríveis e silenciosas armas da megaespeculação e da falsidade monetária comprovaram ser mais eficazes do que bombas atômicas; não queimam, não explodem, nem são radioativas. A enorme maioria das pessoas, inclusive as mais bem informadas, e os meios de comunicação, não podem identificar os verdadeiros inimigos da humanidade e os confundem com governantes, empresários, ditadores e banqueiros que são apenas, e em pequeno número, privilegiados marionetes daquele grupo de 200 paranóicos que se consideram senhores de todos nós, rebanho servil que deve atender seus desejos.

Há muito tempo que o poder do mundo não está mais nas mãos dos presidentes e das personalidades que atuam sob as luzes da mídia. Está em mãos de pessoas invisíveis aos meios de comunicação! São essas pessoas quem elegem, reelegem e podem banir. São essas pessoas quem podem transferir ou retirar o poder dos políticos, são elas quem preservam inimigos para sustentar investimentos guerreiros, são elas quem organizam ou desorganizam economias nacionais, regionais e continentais.

Essas pessoas existem e estão defrontando-se com um problema crítico: O VERTIGINOSO E DESCONTROLADO CRESCIMENTO DO IMENSO VOLUME DE MOEDAS E TÍTULOS FINANCEIROS QUE POSSUEM E SUA PRÓPRIA INCAPACIDADE DE CONTROLAR O PROCESSO QUE CRIARAM. Tal qual aprendizes de feiticeiros, sua avidez paranóica criou um monstro invisível que pode comer todos seus recursos e por conseqüência, seu poder. A situação real é muito diferente da que é contabilizada pelos estados nacionais.

A situação é a seguinte:

US$ 6 trilhões de dívidas do Governo dos USA, mais US$ 6 trilhões de capitais especulativos em mãos de capitalistas privados, mais US$ 6 trilhões de moedas fortes falsificadas com perfeição (aquelas que não são falsificadas com perfeição pelos inimigos dos USA, são as únicas que os serviços de inteligência combatem - a maioria das moedas falsificadas são US$Dollars).

O GOLPE DOS CONSERVADORES FANÁTICOS DOS USA E DA INGLATERRA SOBRE TODOS OS POVOS DO MUNDO, TOTALIZA US$ 18 TRILHÕES OU SEJA US$ 3.000 POR PESSOA. Se excluirmos a China, os países da antiga URSS e alguns países do Oriente Médio que até pouco não sofriam diretamente a influência da megaespeculação, o valor seria de US$ 4.000 por pessoa.

O golpe foi inicialmente orquestrado pelos líderes republicanos dos Estados Unidos, os mesmos que desejam retornar à presidência dos USA, e que por isso, planejaram e financiam a atual campanha de desmoralização e impeachment de Bill Clinton.

Os programas foram e são realizados, com sofisticada habilidade, por agentes de banqueiros ingleses, que usam cinco centrais em modernos edifícios localizados em locais estratégicos (onde trabalham centenas de jovens e ingênuos executivos) para compra e venda de títulos financeiros. Estas centrais estão localizadas de tal forma, quanto a fusos horários, que se torna possível realizar em 24 horas, até 10 operações cruzadas com os mesmos títulos, moedas e valores. Os principais agentes de captação estão em Londres, Canada, Nova Zelândia, Nova York e Hong Kong, muitos são assessores de ex-dirigentes de Bancos Centrais Europeus, e outros atuam na implantação, manutenção e controle dos sistemas de comunicação e transferência de valores interbancários.

Os bancos que monetizam o casino mundial (usam títulos como garantia para obter dólares em moeda) hoje são apenas seis, (já foram doze) todos europeus. Os recursos favorecem pessoas e instituições do G-7 Grupo dos Sete Países mais ricos do mundo e muitos governos e amigos de países emergentes na base de não menos de 1% para os governantes e seus ministros da área econômica que facilitam financiamentos de curto prazo e liberdade para especular nas bolsas.

Nesta altura é importante destacar que há importantes dissidentes do sistema de megaespeculação que desde 1995, alertam quanto ao risco de colapso financeiro e ameaça de descontrole do arsenal de armamentos atômicos (este artigo não teria sido escrito, com suficientes detalhes sem a colaboração destas pessoas, todas com mais de 70 anos) que em certos momentos, constrangidas com a situação, ou interessadas em ganhos adicionais para financiar a reorganização do sistema financeiro internacional em bases mais saudáveis, têm oferecido ajuda a países emergentes e a instituições humanitárias.

Por exemplo, em agosto de 1996 com base nas minhas relações como escritor e conferencista, tive a oportunidade de recomendar a oferta de um programa especial criado para o Brasil que foi encaminhado diretamente e por carta oficial ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, através do qual seriam gerados e transferidos para o Brasil US$ 100 bilhões (sem juros ou despesas uma simples transferência dos lucros gerados pela megaespeculação dos donos do poder, que nesta operação seriam coagidos a apoiar o desenvolvimento acelerado do Brasil). A operação formal seria coordenada e monetizada em 30 dias por três dos maiores bancos do mundo com o OK do FMI e do Banco Mundial, que se comprometiam a gerar caixa suficiente para autoliquidar a operação em um ano. A única exigência é que este capital estratégico fosse aplicado em programas de desenvolvimento que tivessem como única meta o apoio a projetos de implantação e modernização de empresas privadas bem administradas e potencialmente lucrativas que gerassem empregos, (10 a 15 milhões de novos empregos metade no nordeste e centro-oeste e metade no sudeste e sul do Brasil).

A enorme expansão da atividade econômica contribuiria para reduzir de vez a dívida externa e os graves problemas sociais que se previa aconteceriam em 1998 em decorrência dos ataques que seriam feitos à expansão do Japão na Ásia e que provocariam uma grave crise que infelizmente aconteceu. O dinheiro sanearia de vez a dependência do Brasil dos capitais especulativos, transformando-o em um poderoso interlocutor do G 7. Infelizmente, o Presidente do Brasil e seus ministros não consideraram a oferta.

Hoje os resultados acumulados da megaespeculacão podem ser contabilizados assim: 45% para pessoas e instituições dos USA e Canada, 35% para pessoas e instituições do Reino Unido e 15% para pessoas e instituições dos demais países do G 7 ou seja para a França, Alemanha, Canada e Itália, 4,5% para o Japão e demais tigres asiáticos e apenas 0,5% para pessoas, aliados e agentes em diversos países inclusive na Argentina que atrelou sua economia ao dólar.

Indiretamente, também foram recompensados por sua colaboração na queda do Império Soviético, a Igreja Católica, os judeus ortodoxos de Nova York, a Igreja Ortodoxa Grega e outras organizações religiosas e sociais que também estavam com enorme falta de liquidez.
Recentemente, bancos espanhóis, franceses, holandeses e italianos estão investindo capitais originados de recursos de clientes especiais que atuam nessas atividades e no fantástico estoque de capitais que há nos paraísos fiscais. Uma enorme fortuna vai ser aplicada no combate a expansão na América Latina da seitas evangélicas. Em quase todas as operações houve participação de elementos chaves do FMI e do Banco Mundial (ambas as organizações a serviço do G-7). Os recursos pertencem ou são administrados, por pessoas e instituições acima de qualquer suspeita que indiretamente são controladas pelos verdadeiros donos do poder mundial!

Por isso, as principais afirmativas relatadas neste documento serão repudiadas como meras fantasias, mesmo porque a maior parte dos bancos do mundo estão fora da megaespeculação e seus executivos, subservientes ao status, não têm suficientes informações, nem podem questionar. Os únicos que conhecem o que realmente acontece são os presidentes e alguns poucos assessores diretos, dos 15 maiores bancos da Europa e dos 5 maiores bancos dos USA, os presidentes e assessores dos principais bancos centrais da Europa, o Federal Reserve dos USA, o Banco Mundial e o FMI, bem como os agentes diretamente credenciados (ao redor de 50 pessoas em todo o mundo) e os agentes intermediários (ao redor de 2000 pessoas) sendo que destes últimos, a maioria desconhece o conjunto das informações e apenas está interessada em ganhar polpudas comissões.

O golpe financeiro da megaespeculação rende:

a - 6% ao ano, em média, sobre US$ 6 trilhões para os menos ricos (6 milhões de pessoas, alguns governos e instituições) o que corresponde a US$ 360 bilhões por ano;

b 15% ao ano, em média, sobre US$ 6 trilhões para aqueles um pouco mais poderosos
(2 milhões de pessoas e empresas com ações em bolsas); o que corresponde a US$ 900 bilhões por ano, e,

c 60% ao ano, em média (sim, em média, sessenta por cento ao ano) pois chega-se em algumas operações a 500% ou mais) sobre US$ 6 trilhões para os donos do poder (1000 pessoas, incluindo os megaespeculadores, os bancos e seus parceiros diretos nos USA e nos quatro cantos da Terra), o que corresponde a US$ 3.600 bilhões por ano.

Conclusão: Os homens mais ricos do mundo e os governos que sustentam, ganharão no ano de 1998, US$ 4,86 trilhões através da megaespeculação. Papeis gerando papeis, ou melhor impulsos eletrônicos gerando mais e mais impulsos eletrônicos. Um verdadeiro casino onde os jogadores sempre ganham moedas que não se desvalorizam e sobre as quais não se paga impostos, pois circulam através dos paraísos fiscais, e são contabilizadas, em parte, apenas nos USA e na Europa, o que corresponde a menos de 1/4 dos impostos.

É evidente que não há governos nem economias que possam resistir aos fluxos de poder alimentados por este capital. O Oriente Médio, a Federação Russa, a África do Sul, o México, a Ásia e a América Latina sentem dramaticamente seu poder. Os japoneses desconcertados pela crise interna (fruto da guerra externa) sob a inércia de 30 anos de sucesso, ainda não reagiram aos ataques financeiros dos megaespeculadores anglo-americanos na Ásia. Sabem que, sendo os maiores tomadores dos Títulos da Dívida Pública dos Estados Unidos, podem, desencadear uma crise incontrolável na América e Europa. Entretanto logo devem estabelecer acordos estratégicos com a China, a Alemanha, al                   Ao invés disso, Rousseau nega a distinção entre os poderes,

visando afirmar acima de tudo o poder da assembléia. Não pode existir

um poder executivo distinto do assembléia, do poder representativo (é a

idéia que Lênin retomar plenamente, pois nos Sovietes os poderes

legislativo e executivo identificam-se e o poder representativo é

dominante.

 

                        Outra contradição aparece quanto à soberania da assembléia.

A assembléia não deve delegar o seu poder, o povo nunca pode transferir

sua soberania, nem que seja por um instante. Consequentemente, há uma

identidade entre sociedade política e sociedade civil. Mas o próprio

Rousseau afirma que um povo não pode ficar sempre reunido em

assembléia, pois existe uma dificuldade prática, real.

 

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