
A mescalina é o principal alcalóide do cacto “peyotl”, que é encontrado no norte do méxico, e que provoca seus efeitos mais fortes e muito semelhantes aos do LSD-25. Há milhares de anos já era costume dos indígenas mexicanos fazerem a mastigação de rodelas secas do “peyotl”, em cerimônias religiosas. Em 1918, nos Estados Unidos, foi fundada a Igreja Nativa Americana, onde o cacto, em rodelas, faz o papel da hóstia católica, e para isso, há uma licença especial do governo.
Os espanhóis, ao conquistarem a nova terra, tentaram fazer com que os indígenas deixassem o hábito milenar de mastigar o cacto sagrado, usando, para isso, a Palavra de seus missionários. No início do século XIX, os apaches e comanches levaram para os Estados Unidos o culto do “peyotl”, e daí se expandiu, chegando até o Canadá, apesar da oposição do governo americano, que lhe atribuía efeitos perniciosos.
A mescalina, atuando sobre o Sistema Nervoso central, é cerca de 4 mil vezes mais fraca do que o LSD, mas assim mesmo tem efeito muito semelhante ao do LSD-25, causando visões com muitas cores e grande êxtase íntimo, alterações no tempo e no espaço e sinestesias. Para algumas pessoas seus efeitos tem um aspecto místico, o que as faz pensar estarem em contato direto com Deus. Mas também, como o LSD-25, pode provocar uma viagem sem volta, pela loucura ou pela morte. Alguns médicos têm usado a mescalina para tratamento mentais graves, como a esquizofrenia, mas sem muito sucesso.