
Os antidepressivos são remédios usados no tratamento de problemas de Depressão, ansiedade, síndrome do pânico e doença obsessiva-compulsiva. Atuam sobre os neurotransmissores - substâncias que fazem o “contato” entre as células do Sistema Nervoso central (neurônio). Os primeiros antidepressivos, surgidos na década de 60, foram os tricíclico, ainda bastante usados. Os principais integrantes desse grupo são: Tryptanol, Anafranil, Tofranil e Pamelor. Efeitos colaterais: sedação, tontura, boca seca, ganho de peso, dificuldade para urinar, prisão de ventre e problemas sexuais.
Atualmente uma nova geração de drogas contra a Depressão está prometendo o que nenhum dos remédios clássicos conseguiu até hoje: eficácia superior aos antidepressivos clássicos com pouquíssimos efeitos colaterais. Composta por drogas teoricamente mais potente e seletivas, essa nova geração - que tem como representantes atuais o Remeron e o Effxor - enfrenta no Brasil o baixo custo e a “confiança” dos médicos na eficácia dos remédios mais tradicionais. Conjulgar potência e baixo perfil de efeitos colaterais não é um passo fácil. O grande problema é que existem vários sistemas de neurotransmissores.
Ao equilibrar a noradrelanina e a serotonina - dois dos sistemas que estão alterados nos pacientes com Depressão - muitos remédios mexem com outros neurotransmissores, o que leva a um grande número de efeitos indesejáveis. Para tentar contornar o problema a indústria farmacêutica lançou os inibidores seletivos da recaptura da serotonina (ISRS) - que atuam especificamente sobre o sistema da serotonina e deixam os demais sistemas mais intactos. Exemplos são o Prozac, Zoloft e Aropax.
Os ISRS são mais fáceis de administrar, mais seguros e não têm os efeitos colaterais dos tricíclicos. Porém, eles não superam a eficácia dos clássicos e introduzem alguns novos efeitos colaterais (em geral, mais toleráveis) como náusea e cefaléia (dor de cabeça).