
O jornaleiro é o dono da banca que vende jornais e revistas na rua. É a pessoa mais conhecida do quarteirão de qualquer cidade do mundo. Sabe tudo o que ocorre na região, conhece todos os fregueses pelo nome e profissão e até dados da vida pessoal. Acompanhou o progresso e desenvolvimento do mundo, do seu país, cidade e a evolução do comércio dos jornais e revistas.
Geralmente, o jornaleiro tem a banca próxima de pontos de ônibus, supermercados, bares, bancos, lojas comerciais, perto de edifícios, condomínios ou avenidas de bairros residenciais. Alguns jornaleiros criaram um sistema de venda de jornais e revistas, a buzinada . Com ela, o cliente recebe seu jornal ou revista favorita, sem sair do veículo, uma maneira de atendimento com maior segurança.
É muito comum o cliente pedir ao jornaleiro que lhe reserve revistas e fascículos atrasados. Com a modernização, o jornaleiro levou o computador para a banca, fazendo a ligação com Internet. Assim informatizado ele tornou mais dinâmico o atendimento dos seus clientes em domicílio.
Atualmente, eles vendem outras coisas como: guloseimas, bebidas, CDs, fitas de vídeo, DVDs, cigarros, material de escritório, selos para correspondências, boletos de estacionamento às vezes, presta serviços como fotocópia, reforma de livros e encadernação. Essa é uma boa alternativa para o aumento do faturamento, pois com a Internet surgiu um novo concorrente, o jornaleiro eletrônico.
Os jornais eletrônicos, também chamados de jornais on-line, estão por toda parte na Internet e vieram para ficar. O crescimento do número de jornais tradicionais no mundo digitalizado tem sido grande. São quase quatro mil jornais, revistas e agências de notícias do mundo inteiro, disponíveis na rede. Mas no Brasil, vai demorar a se popularizar, porque é pequeno o percentual da população que possui computador.
Apesar do crescimento das páginas de notícias na Internet, o espaço do jornaleiro tradicional está garantido, segundo as pesquisas. O jornal on-line funciona como um informativo, e chamariz para o jornal em papel, que fornece uma visão mais aprofundada dos fatos.
As duas formas sempre existirão, porque atendem a públicos diferenciados. Depois, temos também o aspecto cultural mundial, envolvendo os pequenos hábitos do cotidiano das pessoas. Ir à banca da esquina, conversar com o jornaleiro, encontrar vizinhos ou conhecidos, folhear as revistas semanais, ler as manchetes dos jornais de outros estados e países etc.
E, um dado fundamental, o povo gosta de parar em frente à banca para ler as notícias, comentá-las com o jornaleiro ou com quem estiver ao lado, e seguir, para mais um dia de trabalho.