
Desde que temos notícia da existência do homem, ele de alguma maneira cultiva a terra. Primeiro a atividade era para a sua sobrevivência. Depois, com o passar do tempo, atraído por tanta beleza e a chegada da primavera, desejou trazê-la para a proximidade de sua casa. Assim foram criando os jardins, as hortas, os pomares e, é claro, surgiu o jardineiro.
Atualmente, o jardineiro não tem nada daquele rústico antepassado. Ele faz um curso regular e recebe o certificado de conclusão sendo então chamado de paisagista. A finalidade dos cursos é habilitar tanto estudantes de arquitetura, como decoradores ou leigos, a projetar e executar jardins residenciais ou comerciais. Assim sendo, o paisagista pode se tornar um jardineiro especializado, ou um jardineiro de luxo.
O profissional com habilitação em projetos de jardins recebe o nome de paisagista e trabalha com a construção ou a restauração de paisagens, sejam elas nativas ou transformadas. Com relação às cidades, o paisagista se capacita para pensá-las no seu conjunto, como o ambiente de pessoas, animais e plantas.
Já o leigo que faz o curso de paisagismo, é um jardineiro amador que deseja mais conhecimento para desenvolver seu hobby, ou para atender uma recomendação médica. A jardinagem é uma atividade tão relaxante que nas grandes cidades, devido ao estresse das pessoas, os médicos indicam sua prática como parte do tratamento.
A Babilônia, Egito e Pérsia foram as mais antigas civilizações a cultivarem jardins. Nesse período dominado pelas constantes guerras, as espécies de plantas eram difundidas quando uma região era conquistada. Assim, nos Jardins Suspensos da Babilônia, de 3.500 a.C., uma das sete maravilhas da Antiguidade, se encontravam exemplares de vários lugares, trazidos como troféus.
Esses jardins eram formados por uma série de patamares interligados por escadas, atingiam uma altura de cem metros e ocupavam cerca de quinze mil metros quadrados, plantados e irrigados. Magníficos.
Cada vez mais, verificamos que o cimento nas grandes cidades, agora é substituído por espaços com terra plantada, a necessidade de ter o verde perto de si, é uma mudança de atitude mundial que veio com o apelo pela preservação do meio-ambiente. Nesse novo milênio, verificamos a volta dos típicos jardineiros, que nas sacadas de seus apartamentos, ou dentro deles, cultivam seus pequenos jardins. O homem sabe que o contato com a natureza só lhe traz benéficos.