
Essa data também homenageia Santa Luzia, conhecida como a protetora dos que sofrem dos males da visão e protetora dos olhos e dos cegos. O famoso escritor italiano Dante Alighieri, atribuiu à santa a função de graça iluminadora, em seu livro "A Divina Comédia".
A cegueira não é uma desgraça, trata-se apenas da privação de um dos nossos cinco sentidos. Os cegos, com orientação adequada, educação especial, reabilitação e profissionalização, conseguem ter uma vida independente e, em muitos casos, constituem uma família, a qual sustentam com o próprio salário.
A inclusão do cego na vida comunitária e o seu preparo para o pleno exercício da cidadania, é obrigação da sociedade e, principalmente dos governantes da nação. A cegueira não é contagiosa e a criança cega gosta de fazer tudo o que qualquer criança com visão também gosta de fazer, isto é: brincar, pular, jogar bola, tomar banho de piscina, usar o computador etc. Por isso, quando uma criança cega interage com outras, é um ótimo exemplo de pessoa que pode e sabe superar suas limitações.
Um colega cego, no trabalho, é especial. Os demais se confundem ao se comunicar com ele falando mais alto, porque a falta de visão não implica na falta de audição, também. Falar em tom normal e agir com naturalidade, procurando tratar o cego sem qualquer privilégio, é a forma correta de trata-lo. Apenas alguns cuidados devem ser tomados para a melhor comunicação entre todos.
Quando conversar sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra "cega" ou "cego" sem rodeios, para não passar por uma pessoa preconceituosa ou piedosa. E ainda, se notar qualquer incorreção no vestuário de uma pessoa cega, avise-a para que ela não passe por constrangimentos ou desperte a piedade alheia.
Hoje, o cego tem uma vida bem integrada, utilizam o computador e acessam a Internet através da própria voz, ouvem rádio, televisão e vão ao teatro, assim, não tenha medo de falar sobre atualidades com ele, pode ser que saiba mais do que você. Porém, quando ele perguntar, descreva a cena, a ação e não os ruídos e diálogos, estes ele escuta muito bem.
Não pense que todas as pessoas cegas são iguais, não generalize aspectos positivos e negativos de uma pessoa cega que você conheça. Todas as pessoas são semelhantes e se diferenciam entre si em alguns aspectos. O mesmo ocorre com os cegos têm em comum a cegueira.