
A Marinha brasileira instituiu o dia 13 de dezembro, data do nascimento de Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, como o Dia do Marinheiro. Isso porque Joaquim, que pertencia à nobreza e tinha o título de Visconde de Tamandaré, amava tanto a Marinha e se dedicou de tal forma à ela à serviço da nação, que rejeitava ser chamado pelo título de nobreza em preferindo o que indicava sua hierarquia na Marinha brasileira.
Do Brasil Colônia ao Brasil República, da Marinha a vela à Marinha a vapor, Tamandaré, incorporou o exemplo vivo de espírito marinheiro, civismo e dignidade, de permanente serviço aos interesses da instituição, de consciente profissionalismo naval e de crença no futuro da Nação brasileira. Por tudo isso ele é o "patrono da Marinha".
A estrutura do Poder Naval brasileiro está na Esquadra. Plena de tradições heróicas, a Esquadra brasileira, formada a partir de subscrição e doações do povo brasileiro, foi elemento fundamental na consolidação da Independência, na pacificação de revoltas e movimentos políticos que agitaram o país no período pós-Independência, e nas lutas e guerras, das quais o Brasil participou como a guerra da Cisplatina, do Paraguai e as, primeira e segunda, Guerras Mundiais.
A composição da Esquadra reflete a política estratégica de defesa da não pelas Forças Armadas estabelecida pelos órgãos da Segurança Nacional chefiados pelo poder executivo. Na sua formação conta com quarenta navios, agrupados em Forças denominadas de acordo com o ambiente em que seus meios operam: Força de Superfície, Força de Submarinos e Força Aeronaval, além de órgãos de apoio, instrução e adestramento, reparos e manutenção.
O marinheiro é a pessoa que vive e trabalha num navio sob as ordens do seu comandante. Na marinha de guerra, o marinheiro aprende a defender o seu país dos ataques por mar. Na marinha mercante, os marinheiros andam em barcos de carga, de um país para o outro, levando produtos e mercadorias. Para ser marinheiro é preciso gostar muito do mar, não enjoar ao andar de navio, gostar de aventuras e conhecer lugares distantes, porque em geral os percursos são longos e perigosos. Isso traz à tripulação a sensação de uma grande família.
Os marinheiros são alegres e comunicativos, amam sua família e sentem-se felizes quando voltam aos seus lares. Quando param em terras longínquas, costumam viver muitas aventuras fazendo novas amizades e conhecendo novos hábitos. Apesar de amar o oceano, o marinheiro fica muito feliz quando chega em terra firme.
A solidariedade, dos marinheiros e dos que convivem com o mar, é conhecida no mundo inteiro. Mesmo havendo rivalidades ou disputas entre pescadores, desportistas, esse sentimento é verdadeiro encontrado inclusive em situações de guerra. Essa solidariedade começa no meio da própria tripulação, que é treinada para trabalhar em conjunto e que enfrenta dessa maneira todos os perigos e dificuldades.