
O profissional fonoaudiólogo surgiu na década de 1930, por exigência da medicina e da educação preocupados com a terapia e correção dos erros de linguagem apresentados inicialmente pelas crianças. Essa profissão chegou ao Brasil só três décadas depois, quando foram criados os cursos da Universidade de São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia.
A lei n° 6965, regulamentou a profissão de fonoaudiólogo e também criou os Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia para fiscalizarem o seu exercício. A demanda desse profissional no mercado cresceu muito pela conscientização do valor dessa terapia em todas as faixas etárias, não apenas na infância como era visto no passado. Por isso os Conselhos de Fonoaudiologia foram levados à rever toda a sua legislação, tendo sido aprovado um novo Código de Ética em 1995.
O curso de bacharelado em fonoaudiologia visa a formação de profissionais da saúde para a terapia dos problemas da comunicação humana e modo a incentivar o desenvolvimento dessa nova ciência que vai contribuir muito para a integração e reintegração da pessoa participativa na sociedade.
A fonoaudiologia é uma área atual de estudo do ser humano, o qual usa o seu organismo, num ambiente que exige a comunicação. Gagueira, dislexia, alfabetização, comunicação do deficiente aditivo, afasia, são alguns dos campos que o fonoaudiólogo pode atuar. Assim, a fonoaudiologia tem aplicações educacionais, estéticas e terapêuticas, e como ciência, está relacionada mais intimamente com a psicologia, a lingüística, a medicina e a física acústica.
O Fonoaudiólogo caracteriza-se como um indivíduo criativo, curioso, versátil, com habilidades manuais, paciente, pesquisador, persistente, flexível e dinâmico.
O seu campo de atuação pode ser:
na área de saúde: ambulatórios, UBS (unidade básica de saúde), clínicas de especialidades, hospitais e indústrias; na área de educação: escolas, instituições e indústrias; na área administrativa: estruturar a atuação do fonoaudiólogo em suas respectivas especialidades conforme a demanda populacional.
Atualmente esses profissionais reabilitam pessoas que sofrem acidentes no trânsito e de saúde, além dos doentes crônicos e todas aquelas possuem seqüelas na fala. Os neurologistas atualizados não dispensam a ajuda desse profissional para a recuperação total de seus pacientes.