Essa comemoração é sempre um desafio, porque o avanço no setor da saúde que é uma questão prioritária para todos, passa pelo delicado aspecto da distribuição de renda e divisão dos recursos orçamentários, que na grande maioria dos paises panamericano ainda são precários. Isso significa o usufruto de benefícios sociais básicos, tais como moradia, alimentação, educação e infra-estrutura de saúde, ainda é profundamente injusto.
É evidente que a saúde pública e coletiva, faz parte do direito social e direito humano de todo cidadão e que é responsabilidade das políticas adotadas por seus governos. Entretanto atualmente, entende-se ela também deve ser dos governos das nações industrializadas e desenvolvidas.
A evolução científica e tecnológica, o aumento dos custos em saúde e o direito universal ao seu acesso são vistas, pela ONU, como uma questão dos Direitos Humanos Universais já conquistados, nos quais se incluem: a ética aplicada, a pesquisa científica e a ética na pesquisa.
Algumas conquistas mundiais não podem ser esquecidas. Por exemplo: em 1965, determinou-se que as pesquisas terapêuticas com seres humanos só podem ser feitas com consentimento desse paciente, com uma ampla divulgação na imprensa científica e leiga.
Além da aplicação do sistema de supervisão dessas pesquisas, por outros profissionais da área, com o objetivo de assegurar o respeito aos pacientes submetidos à elas, especialmente quanto à divulgação daquilo que informaram ao pesquisadores durante todo o processo.
Dez anos depois, ficou acertado que o programa e o desenvolvimento de cada tratamento experimental com ser humano terá explicação clara em um protocolo de pesquisa, que deve ser enviado à análise, discussão e orientação de um comitê internacional especialmente designado, independente dos envolvidos: investigador e patrocinador.
Os comitês internacionais de revisão devem ser compostos por médicos, cientistas e outros profissionais, tais como enfermeiros, religiosos, especialistas em ética, e também leigos qualificados para representar os valores culturais e morais da mais ampla comunidade.
A execução do desafio que a saúde representa neste terceiro milênio requer a aglutinação de profissionais das mais diferentes formações e origens, para trabalharem em áreas direta ou indiretamente relacionadas à saúde coletiva. Para que colaborem no aprofundamento da solução deste complexo, e ao mesmo tempo árido, campo da "ética da geração de recursos em saúde", especialmente nos países panamericanos.