
Os vôos dos primeiros aviões despertaram o interesse de todas os países, principalmente dos militares que começaram a antever o emprego das novas máquinas para fins bélicos. Nossa Marinha, desde 1908, já pensava na criação de um serviço de aviação, sendo fundada a primeira escola de aviação naval brasileira em 1913 . Dois anos depois, ocorreu a primeira ação bélica da aviação no Brasil na campanha do Contestado.
Em 1916, estabeleceu-se a base aeronaval da ilha das Enxadas, e dois anos mais tarde, uma missão militar francesa foi enviada ao Rio de Janeiro com o objetivo de orientar a criação do Serviço Aéreo do Exército. Já em 1920, a Aviação Naval, como a Aviação da Força Pública de São Paulo, utilizaram seus aviões para transportar cartas e mensagens.
Liderados pelo Major Eduardo Gomes, coube à iniciativa de um grupo de oficiais da Aviação Militar do Exército, a criação do primeiro serviço regular de correio aéreo. A primeira viagem do Correio Aéreo Militar - CAM - foi feita pelos tenentes Casemiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavanere Wanderley, entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Com essa viagem, em 1931, foi inaugurado o Serviço Postal Aéreo Militar, conhecido mais tarde como Correio Aéreo Militar e, em 1934, Correio Aéreo Nacional - CAN. A aviação militar e naval foram reunidas numa força autônoma em 1941, recebendo o nome de Força Aérea Brasileira - FAB.
Desde 1995, o CAN tem coordenado suas atividades de transporte juntamente com a Marinha do Brasil. A história do serviço postal, corresponde ao crescimento e à transformação histórica do próprio País. O conhecimento dos principais fatos ligados à implementação e ao desenvolvimento dos serviços postais fornece um panorama do desenvolvimento histórico brasileiro. Desde o surgimento dos serviços postais até os dias de hoje, os Correios assumiram sua postura de elo que aproxima pessoas e de instituição respeitável que sempre procurou adequar-se aos vários períodos de desenvolvimento, buscando o progresso para os seus serviços prestados à sociedade.
A FAB coopera com as demais forças armadas na garantia dos poderes constitucionais, da ordem legal e da integridade das fronteiras, também assegura a busca e salvamentos aéreos e executa os serviços do Correio Aéreo Nacional. Estas atribuições foram enriquecidas com a experiência e o idealismo de Eduardo Gomes que, muito antes de ingressar na Força Aérea Brasileira como Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra, defendia a idéia do Correio Aéreo Militar.
O brigadeiro Eduardo Gomes tornou-se uma personagem lendária das Forças Armadas. Carioca nascido a 20 de setembro de 1896, filho de um ex-militar da Marinha, teve uma infância pobre. Católico fervoroso, não passava um dia sequer sem ir à missa. Mesmo nas viagens longas, acordava os comandados e saía a procurar uma capela. "Não podemos deixar de rezar", dizia. Antes de morrer, em junho de 1981, tornou-se público seu único e grande segredo: doava grande parte de seu salário à instituições carentes que acolhem crianças abandonadas, mantendo esse hábito mesmo fora da ativa.