A maioria das pessoas que mora em condomínios tem um ajudante mais do que especial, principalmente àquelas horas de aperto. São os zeladores, que nesta quarta-feira têm um dia dedicado só para eles. Eles movimentam uma grande fatia do mercado e nos últimos anos, nos prédios mais novos, até perderam espaço, mas não há nada que substitua um bom zelador.
Os zeladores são mais importantes para um condomínio do que se pensa. Em entrevista ao site do Secovi – Sindicato da Habitação de Santa Catarina – o presidente da entidade Antônio José Moreira, que reside em Balneário Camboriú, define o zelador como “uma espécie de assessor direto do síndico, que deve estar sempre atento a tudo que acontece no condomínio, e principalmente, deve ser de total confiança”.
Quando o sindico não está presente, cabe ao zelador tomar algumas providências dentro do condomínio. Entre as atribuições do zelador está a de fazer cumprir os regulamentos de edifício e determinações do síndico e administradora; testar, a cada seis meses, os equipamentos de combate a incêndio, mangueiras e hidrantes; informar ao síndico e à administradora sobre os casos de doença contagiosa atingindo qualquer morador do prédio, entre inúmeras outras atribuições.
Envergonhada, dona Rosimari Ribeiro, prefere não tirar fotos, mas não se recusa a falar do seu serviço como zeladora. Há 15 anos ela trabalha no Edifício Ouro Preto, no Centro de Balneário Camboriú, onde fez muitos amigos e de onde pretende sair somente depois de se aposentar.
Quando saiu de Capinzal em 1998 com o marido e os três filhos, Rosi, como é chamada costumeiramente, não queria se afastar dos filhos para trabalhar. Conversando com amigos, descobriu a vaga no edifício e a pretensão inicial era de trabalhar cerca de dois ou três anos, até os filhos crescerem um pouco mais, mas o trabalho era melhor do que pensava e ela está lá até hoje: “ninguém fica 15 anos trabalhando num lugar que não gosta”, afirma a zeladora.
Depois de trabalhar por quase 17 anos no setor administrativo de uma empresa de alimentos, ela se viu diante de uma realidade bem diferente, mas com suas recompensas. “Na empresa eu trabalhava mais a cabeça, aqui, o trabalho é mais braçal”, afirma Rosi. Mas parece que o trabalho duro de quem tem o horário fixo das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas, mas que sempre é chamada por imprevistos fora deste horário, compensa. Ela conta que assim, teve a oportunidade de acompanhar o crescimento dos filhos, que hoje já estão bem crescidos e indo para a faculdade.
No edifício de 18 apartamentos, Rosi se relaciona bem com todos os moradores e inquilinos, e afirma que a situação é um pouco mais complicada quando o assunto é garagem. Como a garagem é coletiva, fica a cargo da zeladora organizar o espaço e garantir que ninguém vai sair de casa com a chave, trancando o carro do vizinho. Mas Rosi garante, só sai do edifício Ouro Preto depois de se aposentar