Um dos grandes avanços da Engenharia Genética, ainda em fase experimental, são as vacinas de DNA. A grande vantagem das vacinas de DNA é a baixa toxicidade que apresentam.
Enquanto um vírus atenuado ou um toxóide bacteriano podem provocar, no organismo em que foram injetados, uma reação ou até uma contaminação, o DNA é totalmente inócuo.
Além do mais, existe a vantagem de armazenamento, dado que o DNA permanece estável com variações de pH e temperatura. Outra vantagem é que as vacinas de DNA estimulam a produção de linfócitos T que identificam e matam as células infectadas. A seguir veja cada etapa da fabricação de uma vacina de DNA contra a malária.
1 – Os cientistas isolam o parasita causador da malária que vive no mosquito transmissor da doença. Dele retiram uma fração de molécula do DNA, o material que contém o seu código genético;
2 – Esse pedaço de DNA, conhecido como plasmídeo, é colocado na corrente sangüíneas da pessoa por meio de uma injeção muscular.
3 – Dentro do organismo, os plasmídeos do parasita entram nas células humanas e se combinam com o seu DNA, formando uma proteína.
4 – A proteína produz anticorpos contra a malária. Por enquanto, eles ainda não são suficientes para evitar que a pessoa vacinada contraria a doença.