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Aparelho de Golgi

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No fim do século XIX, o cientista italiano Camillo Golgi (1844-1926) apontou a existência, no citoplasma de certas células, de áreas com afinidade por metais pesados, como a prata e o ósmio. Mais tarde, descobriu-se que nos locais apontados por Golgi havia estruturas bem definidas, denominadas aparelho ou complexo de Golgi, em homenagem a seu descobridor.

Dictiossomos ou golgiossomos

Ao microscópio eletrônico, o aparelho de Golgi aparece com pilhas de sacos membranosos achatados, cada uma delas denominada golgiossomo ou dictiossomo.
O aparelho de Golgi é um local onde substâncias são transformadas, empacotadas e finalmente remetidas para outras regiões da célula ou para o meio extracelular. Proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático granular, por exemplo, passam pelo aparelho de Golgi, onde sofrem modificações e são enviadas aos locais onde desempenharão suas funções.

Papel do aparelho de Golgi na secreção celular

O aparelho de Golgi desempenha papel fundamental na eliminação de substâncias úteis ao organismo, processo denominado secreção celular. Praticamente todas as nossas células frabricam e secretam proteínas que atuarão no meio externo. Por exemplo, as enzimas que atuarão no meio externo. Por exemplo, as enzimas digestivas produzidas pelas células do pâncreas são sintetizadas no retículo endoplasmático granular e enviadas ao aparelho de Golgi. Aí são empacotadas em pequenas bolsas membranosas, que se desprendem dos dictiossomos e migram para o pólo celular voltado para a cavidade pancreática.
Quando há alimento para ser digerido, vesículas cheias de enzimas deslocam-se até a membrana plasmática, fendem-se com ela e eliminam seu conteúdo para o canal do pâncreas. Através deste, as enzimas chegam até o intestino delgado, onde participam da digestão dos alimentos.
Outro exemplo do papel secretor do aparelho de Golgi ocorre nas células produtoras de muco, substâncias lubrificante que recobre os revestimentos internos de nosso corpo. O muco é constituído por moléculas de glicídios e proteínas (glicoproteínas), que se combinam quimicamente no interior dos sacos do aparelho de Golgi. Bolsinhas contendo muco são constantemente liberadas e expelidas pelas células mucosas, lubrificando a superfície das células adjacentes.

 

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