
Nome científico: Spheniscus magellanicus
Características gerais:
* Altura - 70 cm
* Cor da íris - marrom
* Borda do olho - rósea
* Bico - robusto, preto com uma faixa transversal cinza e margens carnosas estreitas
* Patas e pernas - pretas
Distribuição - sul da América do Sul
Na costa atlântica do continente são encontrados nas Ilhas Falkland, também conhecidas como Arquipélago das Malvinas, e ao longo da costa da Patagônia, desde 43°S até o Cabo Horn e ilhas vizinhas. Na costa pacífica, foram encontrados sítios de reprodução até a Ilha de Santa Maria, no Chile (37°S).
Reúnem-se nas colônias por volta de setembro. A postura dos ovos ocorre entre setembro e outubro. Os jovens começam a se aventurar sozinhos e a se dispersar por volta de março e abril. Durante o inverno podem chegar à costa do Brasil, tendo sido observados até a latitude de 23°S, no Rio de Janeiro. Na costa do Pacífico, podem chegar até 30°S. Em geral são animais jovens, que se perdem numa corrente marinha que flui na direção norte. Neste caso, podem ser infestados por parasitas estranhos contra os quais a espécie não criou defesas naturais, e acabam morrendo por causa da infestação.
Há 18 espécies de pingüins, todos distribuídos no hemisfério sul. Não há pingüins no hemisfério norte. O maior deles vive na Antártica: é o Pingüim Imperador, que chega a ter 112 cm de comprimento. O menor é o Pingüim Azul com 40 cm de comprimento. Vivem na Austrália e Nova Zelândia, e recebem este nome devido à cor azulada das penas.
Há uma espécie, o Pingüim de Galápagos (Spheniscus mendiculus), que vive próximo ao Equador. Correntes marinhas de água fria possibilitaram a esta espécie invadir latitudes tão baixas e suportar o clima quente tropical. Ao contrário dos pingüins das regiões polares, as espécies tropicais e subtropicais, de climas mais quentes, são menos robustos pois acumulam menos gordura, desnecessária como isolante térmico nestas latitudes. Da mesma forma, a cobertura de penas é menos densa. Típico de climas mais amenos é o Pingüim-de-Magalhães. Nas florestas úmidas do sul do Chile eles cavam seus ninhos entre as raízes da árvores próximas ao mar. Nas costas mais áridas da Argentina eles cavam os ninhos no solo arenoso, formando imensas colônias subterrâneas com dezenas a centenas de milhares de ninhos. Em dias de nevoeiro os gritos destes pingüins, que lembram o som triste de um burro zurrando, deram origem às lendas de fantasmas e demônios que assombravam a costa da Patagônia.
Em terra firme, os inimigos dos pingüins são as skuas, aves predadoras que comem os ovos e filhotes desprotegidos, o ser humano e seus animais domésticos. No mar, são atacados por focas, leões-marinhos, aves marinhas, tubarões e orcas.
Outro grande perigo para a sobrevivência dos pingüins são os derramamentos de petróleo. Os animais encharcados de óleo não conseguem mais limpar as penas, e morrem intoxicados ou por inanição, pois não conseguem mais nadar e mergulhar em busca de alimento.
O Pingüim de Magalhães tolera bem temperaturas de 7 a 30°C.
Quando encontrar um animal destes na praia, não o coloque no gelo.