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Fronteiras do Sistema Solar

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SATURNO é mesmo muito bonito. Quando observamos um planeta - ou qualquer outro astro - com um telescópio de médio porte ou superior, sem que acionemos o mecanismo de acompanhamento do instrumento, o planeta cruza rapidamente o nosso plano de visão, devido ao movimento aparente do céu ao nosso redor.

Este movimento é bem acentuado porque nós estamos olhando uma faixa bem estreita do céu.

 Saturno e seus anéis

 Olhando o céu a olho nu, a gente demora muito tempo para perceber os movimentos, e é mais difícil aindaperceber os próprios dos planetas em relação às estrelas que servem como panorama de fundo.

     Aliás, PLANETA quer dizer ASTRO ERRANTE. Durante muito tempo, tudo o que se movia no céu eraPLANETA, inclusive o Sol e a Lua. Naquele tempo ninguém dizia que a Terra era um PLANETA.

     Classificando o Sol como estrela e a Lua como satélite, cinco PLANETAS são visíveis a olho nu: MERCÚRIO, VÊNUS, MARTE, JÚPITER e SATURNO. Em função dos seus movimentos próprios e variação debrilho, eles foram alguns dos primeiros alvos dos astrônomos pioneiros.

     Foi através da dedicação desses pacientes observadores que hoje nós podemos ver, nos planetários, acomposição acelerada dos movimentos dos planetas, conhecidos pela sua forma como LAÇADAS PLANETÁRIAS.

     Pra quem pensava num universo com a Terra no centro, não era nada fácil explicar esses movimentos. É que eles não levavam em consideração os movimentos da Terra, e o ponto de referência ficava deslocado.

     Mesmo assim, com cálculos trabalhosos, foi possível estabelecer conexões entre esses movimentos e concluir que os ASTROS ERRANTES faziam parte do mesmo sistema. Entre os gregos, lá pelo quarto século antes de Cristo, já havia pensadores que consideravam o Sol como centro do sistema planetário.

     Foram precisos séculos de transformações do conhecimento para que o Sol deixasse de ser um planeta, e as hipóteses de um sistema planetário como nós conhecemos hoje fossem ganhando consistência.

     As idéias HELIOCÊNTRICAS modernas, estabelecidas a partir de NICOLAU COPÉRNICO, somaram-se ao aprimoramento das observações astronômicas para que, no séc. XVII, KEPLER pudesse chegar aos princípios dos movimentos planetários. As leis de KEPLER transformaram os movimentos planetários em trajetórias elípticas em torno do Sol.

     Esses princípios têm se demonstrado eficientes na descrição dos movimentos de cometas, asteróides e até mesmo de outros sistemas estelares.

     Mas, a concepção de um sistema solar com planetas satélites do Sol, em complexas atrações gravitacionais,começou a se consolidar a partir do trabalho de ISAAC NEWTON e sua teoria de GRAVITAÇÃO UNIVERSAL.

     Nos seus estudos, NEWTON indicava que a atração entre os corpos celestes se dava de tal modo que aqueles de menor massa girava em torno dos mais massivos. É o caso da Terra, de outros planetas em torno do Sol e também das luas em torno dos planetas.

     O Sol representa aproximadamente 99,8% da massa do sistema solar. Portanto, é fácil perceber a intensidade de sua ação gravitacional sobre cometas, planetas terrestres, asteróides ou planetas gasosos.      O Sol, na verdade, não está exatamente no centro do sistema e im em dos focos das elipses que representam as órbitas dos planetas. Os quatro mais próximos do Sol são terrestres, ou TELÚRICOS. Depois vêm o cinturão de asteróides e os quatro planetas GASOSOS ou JOVIANOS, e mais além, PLUTÃO. E ainda pode haver mais . . .

     Até onde vão as FRONTEIRAS DO sistema solar?

     A pergunta sobre a extensão do nosso sistema planetário e as suas relações com a nossa galáxia pode começar a ser investigada a partir de outra dúvida: DE ONDE VEM TUDO ISSO? QUAL É A ORIGEM DO SISTEMA SOLAR?

     Um gesto do Criador e a luz se fez?! Ou Deus é o próprio Sol? Religiosidade e misticismo à parte...

Atualmente acredita-se que o sistema solar evoluiu a partir de uma grande nebulosa. Essa hipótese baseia-se numa idéia evolucionista.   A TEORIA NEBULAR de LAPLACE abriu o caminho no final do século XVIII. Depois foi reciclada com modelos teóricos, observações das sondas espaciais e com os novos conceitos de EVOLUÇÃO ESTELAR.      Chegamos assim a modelos que consideram a acresção (em inglês, accretion) de matéria. O sistema solar teria evoluído a partir de uma vasta extensão de gás e poeira que foi se contraindo ao longo do tempo. A região central foi aumentando a densidade de temperatura, dando origem a um objeto que depois se tornaria o Sol.

     O resto da matéria teria ficado num plano médio, e os choques de seus grãos formaria primeiro objetos parecidos com asteróides. Pelo mesmo processo de choques, viriam a se formar os planetas e os seus satélites. Os fenômenos físicos e a composição química responsável pela formação dos corpos no sistema solar dependem de duas coisas: da distância em relação ao Sol e dos elementos formadores da nebulosa primitiva.

     Os mais próximos do Sol tornaram-se ricos em materiais resistentes ao calor: ferro, óxidos e silicatos de alumínio e magnésio.      A amônia, o hélio, o metano, o hidrogênio e o gelo de água e amônia concentraram-se numa região mais distante, dando origem a planetas como JÚPITER e SATURNO e às suas atmosferas.      Vamos falar um pouco sobre cada um dos planetas e perceber melhor essas diferenças.

 

 Mercúrio e Vênus

     Começando pelos interiores MERCÚRIO e VÊNUS, que têm  órbitas entre a Terra e o Sol. Eles são observados sempre antes do nascer do Sol ou logo após o seu ocaso.Isso é fácil de entender. MERCÚRIO e VÊNUS têm órbitas entre a Terra e o Sol, então nós precisamos sempre olhar na direção do Sol para observar estes dois planetas. Como o Sol se movimenta, graças ao movimento de rotação da Terra, ele carrega consigo os planetas

                                   MERCÚRIO e VÊNUS.

 

     MERCÚRIO fica durante cerca de uma hora e meia acima do horizonte depois do pôr-do-Sol, na melhor das hipóteses, enquanto VÊNUS chega a ficar até duas horas e meia, antes de seguir o caminho do Sol.

     MERCÚRIO dá quatro voltas em torno do Sol, enquanto a Terra dá uma volta. De fato, esse planeta é um apressadinho.

     Em 1974, a sonda MARINER 10 fotografou MERCÚRIO, revelando imagens muito similares às da Lua.

     Os instrumentos da MARINER 10 confirmaram as previsões de um campo magnético muito fraco e de uma atmosfera muito tênue, resultado da ação do próprio Vento solar e de gases que saem do planeta; mas, como

Mercúrio tem um campo gravitacional muito baixo, esses gases não conseguem ficar retidos em torno de sua superfície.

     Acredita-se que MERCÚRIO possui um núcleo ferroso a altas temperatura que corresponde a mais da metade do seu volume. Proporcionalmente, MERCÚRIO teria o maior núcleo de todos os planetas. A sua fina crosta tem, provavelmente, alta concentração de silicatos como os conhecidos aqui na Terra. MERCÚRIO tem um diâmetro equivalente a 1/3 do diâmetro da Terra e a sua gravidade é 1/3 menor que a nossa.

     A maioria das crateras da superfície de MERCÚRIO é resultado do impacto de meteoróides, e essas rochas e montanhas devem sofrer muito com a maior variação de temperatura constatada em todos os corpos do sistema solar.

     São aproximadamente 650 graus de diferença entre a face iluminada pelo Sol - que chega a mais de 460 graus acima de zero - e a face não iluminada, que chega a 180 graus abaixo de zero. E, além do mais, os dias de

MERCÚRIO são longos. Ele gira lentamente em torno do seu próprio eixo, e o Sol só se põe em MERCÚRIO depois de 176 dias terrestres. Não é à toa que ele corre veloz em torno do Sol, como se fugisse do calor do nastro-rei.

     E aí está VÊNUS . . . ou ESTRELA DALVA . . . ou ESTRELA MATUTINA ou VESPERTINA . . . dependendo da posição em que VÊNUS é observado.

     MERCÚRIO e VÊNUS têm fases semelhantes às fases da Lua; as suas posições relativas e seus movimentos orbitais exibem fases planetárias que podem ser observadas apenas através de telescópio de porte médio.

     Uma imagem obtida pela sonda espacial MAGALHÃES mostra a superfície de VÊNUS sem a sua atmosfera, que é constituída, em mais de 95%, de gás carbônico.

     Foram em grande parte as sondas espaciais que possibilitaram a constatação de um dos mais curiosos a nossa , e que dista mais de 2 milhoes de anos-luz e acredita-se possuir dimensões maiores que a Via-láctea . Em locais longe da poluição é facilmente visível a olho nú , e com binóculos e pequenos telescópios podemos observar a sua forma alongada. M31 é o mais distante objeto visível a olho nú.

     NGC 5139 - Ômega Centauro - localização : A.R. 13h 23min DEC -47º 13' Constelação : Centauro

Facilmente localidado bem acima do Cruzeiro do Sul, a olho nú longe das grandes cidades parece como uma pequena nuvem circular , e com um binóculo podemos ver seu formato circular , com um telscópio da ordem de 150mm podemos ver que esta pequena nuvem circular na verdade é um grande agrupamento de estrelas , muito próximas umas das outras. Ômega do Centauro como é conhecido é um aglomerado do tipo globular , é o maiore mais belo de todo o céu .

 

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