Logo1 Logo2

Publicidade

Constelações

» Home »» Astronomia
Matéria visualizada 805 vezes  

Os antigos demonstraram ter uma imaginação exuberante. Ao estudar as estrelas se deram conta de que, através do tempo, alguns grupos se mantinham a distâncias constantes entre si, e para melhor recordar cada uma, viram projetadas no firmamento, figuras familiares como os Cães de Caça, o Boiadeiro, a Ursa, o Cisne, ou bem heróis mitológicos ou deuses. Estes nomes têm sido respeitados e chegaram a nossos dias. Inclusive os modernos astrônomos,recordando a Mitologia grega, deram nomes de instrumentos de guerra com antecedente clássico aos satélites e planetas recém descobertos.Mas as constelações não são em si nenhuma entidade astronômica, senão uma forma de entendermos. Em alguns casos, as estrelas que constituem o grupo, como é o caso das Plêiades, parecem estar relacionadas de alguma maneira, ainda que somente seja por uma direção única em seu caminhar pelo espaço. Em muitos casos a forma da constelação somente vale para nós, desde nosso ponto de vista humano. É evidente que desde Vega de Lira nãoseria possível reconhecer nem por sua forma, nem por sua proximidade constelações que para nós são familiares.

César, em sua "Guerra da Gáleas", chamava Setentrião a mais conhecida das constelações do Hemisfério Boreal, o Carro ou a Ursa Maior, formada por 7 estrelas. Basta prolongar 5 vezes o lado externo do Carro para dar com a Polar, a estrela que parece ser o extremo do eixo da esfera celeste. Com ela se pode realizar um curioso experimento. Pegasse toma uma máquina fotográfica. Enfocasse a Polar e, deixasse o obturador aberto toda a noite. Ao revelar, se poderia ver como girou a esfera celeste, traçando círculos de luz ao redor desta imóvel estrela, que tem guiado inúmeras gerações de navegantes e aventureiros por todas as rotas do Hemisfério Norte.

Devido ao movimento do eixo da Terra que descreve uma espécie de cone em uns 26.000 anos, em 1950 a Polar se encontrava já a um grau afastada do Polo verdadeiro, Até o ano 2095 irá aproximar-se dele para distanciar-se em seguida, mas estes movimentos não são próprios das estrelas, senão um reflexo do eixo da Terra.

A Polar pertence a constelação da Ursa Maior e está situada em posição oposta a sua irmã, a Ursa Menor.

Pégaso tem forma de quadrilátero, Cassiopéia de "W", Dragão é larga e sinuosa, a Cisne forma uma grande cruz, Boiadeiro é como um enorme cometa dos que levantam as crianças, Serpentário é triangular, enquanto Orion, quilhada de estrelas de primeira magnitude, é quase retangular, etc.

Os antigos não chegaram a conhecer quase nenhuma constelação do Hemisfério Austral, esse é o motivo de seus nomes não serem mitológicos (Grou, Cavalete de Pintor, etc.), mas entre todas, pela sua fama e por reconhecer facilmente, destaca o Cruzeiro do Sul, formada por 5 estrelas brilhantes, situadas em posição muito armoniosa e regular, adotando claramente a forma de uma cruz.

Devido ao movimento de oscilação do eixo terrestre esta constelação, apesar de achar atualmente no Hemisfério Austral era visível desde um ponto como Londres, há 5.000 anos. Também é muito notada no Hemisfério Austral a Constelação Centauro, famosa por sua estrela Alfa, que é a mais próxima de nós, se excluirmos o Sol.

Os Signos do Zodíaco têm perdido grande parte de sua importância devido a "Precisão dos equinócios", fenômeno de que se falará em outro capítulo. Se trata de doze constelações: Aries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes correspondentes a uma zona celeste recorrida pela Terra em sua marcha ao redor do Sol.

Os astrólogos homens que pretendem, não somente, adivinhar o futuro e averiguar o destino estudando os astros; como também explicar o caráter, as doenças, as tendências e a personalidade inteira do homem por diferentes influências astrais ainda prestam atenção aos signos do Zodíaco, assim como nas conjunções e oposições de estrelas e planetas. Mas, esta não é precisamente, a grande tarefa que hoje absorva os astrônomos dos grandes observatórios do planeta. A Astrologia não é uma ciência, uma crença bastante discutida.

Ainda que a Astrologia teve sua época de esplendor no passado, e hoje deveria encontrar em franca decadência, não é assim, e para dar conta disso basta observar a atenção que é dispensada em semanários e periódicos de solvência. É muito conhecida a importância que dava Hitler às predições de seu astrólogo oficial, e que em algum momento tiveram sua influência em certas decisões da Segunda Guerra Mundial.

Deixando de lado o que pode haver de exageração e fantasia na influência dos Astros sobre o homem, não é possível negar certa semelhança, não somente constitucional, senão temperamental e psíquica, entre os nascidos sobre um mesmo signo. Assim, é possível observar a variedade, extroversão e audácia dos Gêmeos, o gênio político e diplomático dos Sagitarianos, a vulgaridade em geral dos aquarianos, etc. Entre os primeiros citados cabe recordar a Conan Doyle, Shumann, Doufy, Offenbach, etc., y a Churchill entre os segundos. Esta similaridade nada tem que ver com o destino da fatalidade, quer dizer, com um sentido determinado da vida.

Perante a grandiosidade do mundo que se vai ampliando, e do conhecimento cada dia mais perfeito do Universo, o interesse geral se sente atraído pela maravilha das galáxias.

Penetremos no último capítulo da Astronomia, um mundo onde toda imensidão tem lugar e para conhecê-lo, mesmo que seja ligeiramente, começamos pelo mais imediato a nós: a galáxia em que estamos vivendo.

 

Matéria Relacionadas

 
»»» Retornar para Astronomia
Material Escolar
Publicidade
 
Trabalho Nota 10. Todos os direitos Reservados!

eXTReMe Tracker
Leis do Consumidor - Receitas Tipicas - Imagens e Mensagens