deve sua celebridade em grande parte ao fato de ter morrido de AIDS. Vivo, talvez não tivesse tanto sucesso no mundo do mercado da arte, onde suas obras, hoje, são extremamente valorizadas.
Keith Haring nasceu dia 4 de maio de 1958 em Kutztown, Pensilvânia e desde cedo expressou um interesse pela arte. Após um período estudando arte publicitária em Pittsburgh, Haring percebeu que não estava na direção certa. Foi para Nova York e estudou Artes Visuais.
Nesta época, ele costumava descer aos "subways", os metrôs, e lá grafitava seus muros. Muitas vezes esse trabalho criativo era interrompido pela polícia. Aqui surgia os elementos centrais mais emergentes de seu estilo. Em 1981 fez seus primeiros desenhos usando giz, sobre os papéis negros que eram coladas em propagandas vencidas, no metrô de Nova York.
Haring pintou sobre o Muro de Berlim e sobre outros murais, além de expor em várias galerias, noutros países do mundo.
Em 1989, quando descobriu ser vítima da aids, recolheu fundos para a luta contra essa doença. A galeria Lucien Durans organizou em 1997 uma grande exposição de suas obras.
Haring engajou-se assim, através de sua arte, em lutas políticas como desarmamento nuclear, drogas, África do Sul livre, anti-apartheid, hipocrisia cristã e principalmente contra o preconceito surgido com o crescimento da AIDS, como em sua famosa pintura "Silence = Death" (Silêncio = Morte") , onde mostra pessoas cobrindo boca, olhos e ouvidos e um triângulo rosa ( símbolo usado nas roupas, como identificação dos homossexuais judeus nos campos de concentração nazistas e transformado nos anos 70 e 80 como símbolo do orgulho gay).
Haring foi antes de tudo um artista urbano. Suas obras, de caráter efêmero, não se prendiam a estar expostas somente em galerias, estavam nas ruas, para todo mundo ver. A simplicidade no traço e o maestroso uso de símbolos figurativos de leitura fácil, asseguraram o sucesso de sua obra.
Na história da arte, Haring se situa como um pintor-testemunha da sociedade moderna, notadamente novaiorquina. Suas imagens refletem uma certa inocência, como se o artista não quisesse crescer, vendo o mundo assim, com olhos de criança.
Haring morreu em 15 de fevereiro, vítima de complicações causadas pelo vírus da aids.