LOCAL: França
PERÍODO: 1904 - 08
MESTRES: Matisse, Derain, Vlaminck, Dufy, Rouault, Braque
MARCAS: cores intensas, fortes, explosivas
Formas e perspectiva distorcidas; pinceladas vigorosas; motivos chapados e lineares; tela nua como parte do desenho completo.
"O Fovismo não é tudo", comentou Matisse, "é apenas o começo de tudo". O Fovismo durou de 1904 a 1908. Contudo, sendo o primeiro movimento importante de vanguarda do século XX, explodiu a era moderna. A exposição de 1905, que inaugurou o Fovismo em Paris, foi um desses momentos cruciais na história, que mudou para sempre nossa maneira de ver a arte. Antes , o céu era azul e a grama era verde. Mas nas telas dos fovistas Matisse, Vlaminck, Derain, Dufy, Braque e Rouault o céu era amarelo-mostarda, as árvores vermelho tomate, os rostos verde-ervilha.
A reação do público foi hostil. O grupo ganhou esse nome de um crítico, que os chamou de "feras"( fauves ). O que levou os críticos a considerarem os fovistas "todos um pouco loucos"foi o uso das cores sem referência à aparência real. Longe de loucos, porém, eles experimentavam, com a maior seriedade, novas maneiras de expressar suas emoções diante de uma cena ( geralmente paisagens ou marinhas, cenas externas ).
A saída radical da tradição teve origem no momento em que os artistas viram retrospectivas - e ficaram vivamente impressionados com elas - de van Gogh, Gauguin e Cézanne, entre 1901 e 1906.
Vlaminck comenta sobre van Gogh após uma visita à exposição: "Fiquei tão emocionado que tive vontade de chorar de alegria e desespero. Naquele dia, amei van Gogh mais que a meu próprio pai".
Outra influência que pesou na recusa dos fovistas em imitar a natureza foi a descoberta da arte tribal não-européia , que vivia a ter um papel na formação da arte moderna. Derain, Vlaminck e Matisse ( o principal porta voz do fovismo ), foram dos primeiros a colecionar máscaras africanas. A arte dos Mares do Sul, popularizada por Gauguin, e o artesanato das Américas do Sul e Central também contribuíram para afastá-los das tradições renascentistas e conduzí-los a vias mais livres, mas individuais, de comunicação de emoções