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Figuração Livre

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A Figuração Livre foi um movimento artístico ligado à contracultura que saiu às ruas nas décadas de 70/ 80 logo depois do movimento PUNK. O movimento incluía a ironia e a crítica feroz utilizando a Stencil Art, Pintura, o Grafite, as Histórias em Quadrinhos (HQ), os Fanzines, e as intervenções urbanas radicais nos outdoors, cartazes, paredes e muros do espaço privado ao público:  ocupações e intervençoes coletivas planejadas de salas, casas e prédios vazios com a intencionalidade de construir um mundo paralelo dentro do mundo oficial: crackers, squaters e outras Tribos. No brasil de hoje, conhecemos reflexos desse movimento nos movimentos dos sem-emprego, sem-tetos, sem-terras ou comunidades alternativas organizadas (ONGS), que adotam o selo NÃO GOVERNAMENTAL e vizam a constituição de uma Sociedade Planetária organizando conferências mundilamente expressivas e importantes: RIO92, Porto Alegre e etc.

Artistas americanos como Keith Haring, Kenny Scharf, Rammelzie, Futura e Jean- Michel Basquiat. Na França : Speed Graphito, Combas, Di Rosa, Blais, Boisrond, Costa e Daniel "Bau Geste" e ainda Les Frères Ripolin. Considerado o grafiteiro mais rápido da França, Speed Graphito, utilizava um carrinho de supermercado abarrotado de sprays, com um grande relógio acoplado para cronometrar suas performances.

 Ciro Cozzolino , Arthur Lara, Carlos Delfino, Carlos Matuk, Júlio Bartreto e Rui Amaral pertencem ao grupo de grafiteiros ligados à figuração livre com nítida influência dos Punks franceses, ingleses e holandeses e formam o grupo Rastronautas, cuja temática caipira-espacial e anárquica, leva a irreverência ao mundo sério e comportado das galerias e museus. A Geração 80 tem seu momento de reconhecimento com a importante exposição "Como Vai Você Geração 80", no Parque Laje-RJ que depois é remontada no MAN-SP em 2004. Assim, passamos a ter contato com a Figuração Livre no Brasil graças aos vários grupos de rua de SP como Os Tupinãodá, o grupo Xarandu (Carlos Barmak, Marta Oliveira, Vera Barros e Eduardo Verenguel). A exposição Rendam-se Terráqueos reconheceu a importância desses artistas paulistas que bateram o recorde de visitação da extinta Casa das Rosa. Dentro do cenário oficial da arte-mercadoria embalada plásticamente, brilham os artistas Sérgio Romagnolo, Leda Catunda e J. Lerner. No Rio, os artistas Barrão, Fiuza, Jorge Duarte, Claudio Fonseca e Luiz Zerbini. O mercado absorveu alguns e, outros com comportamento mais radical e conflituoso, permaneceram à margem da sociedade de consumo se estabelecendo nas agências de propagandda, produtoras, TV´s, Revistas ou migraram para o suporte digital (Internet, Videografismo, Cenografia Digital).

 

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