A arte da Assíria, desenvolveu-se no reino (situado onde hoje está o Iraque) que estabeleceu um dos maiores impérios do antigo Próximo Oriente. No início de sua história, os assírios parecem ter sido dominados pelas civilizações mais poderosas da Babilónia e da Suméria.
O império alcançou seu apogeu no governo de Senaqueribe (705-681 a.C.), que reconstruiu a antiga Nínive, trazendo água das montanhas para dentro da cidade através de um elaborado sistema de canais, e criando uma rede de ruas e praças. As escavações comprovam que as construções eram grandiosas e fartamente adornadas com pinturas e esculturas. Apenas fragmentos das pinturas foram preservados, mas uma considerável quantidade de esculturas sobrevive.
Os assírios foram um povo guerreiro e na arte dedicaram-se a glorificar os seus reis e exércitos; o tipo de trabalho mais característico era uma sequência de painéis de pedra esculpidos com baixos-relevos representando cenas militares ou de caça. Este tipo de relevo narrativo, disposto em torno de salões governamentais ou pátios, é uma invenção assíria e constitui a sua maior contribuição para o mundo da arte.
A outra forma específica de escultura assíria era o Lamassu, um colossal animal alado, com cabeça humana, utilizado aos pares para flanquear a entrada de palácios.
A civilização assíria sucumbiu quando sua capital, Nínive, foi capturada pelos babilónios e medas em 612 a.C.
Arte Assíria (síntese)
- Inicialmente na zona norte do rio Tigre, posteriormente estende-se a império de grandes dimensões. Auge entre c. 1000 e 612 a.C..
- Templos e zigurates monumentais. Tijolo, também pedra nas entradas das cidades e salas.
- Escultura monumental (demónios guardiães), baixo-relevo narrativo em grande escala.
- Influência da arte da Suméria.