Os etruscos vieram da Ásia Menor e fixaram-se na Itália Central.
Deixaram como legado necrópoles, cidades e sítios arqueológicos de grande beleza.
A arte etrusca exerceu grande influência na cultura romana.
A dinastia etrusca dos Tarqüínios, que vai de 616 a 509 a.C., exerceu influência decisiva na história de Roma, que era então um conjunto de aldeias, e transformou-se numa cidade cercada de muralhas dominada pelo Capitólio.
Os etruscos foram assim os fundadores de Roma, à qual legaram conhecimentos de engenharia e agrimensura e vários símbolos de autoridade, como a coroa de ouro, o feixe dos lictores e a cadeira curul.
Os etruscos eram muito dados a práticas religiosas, que consistiam, sobretudo em oráculos para conhecer os desígnios dos deuses.
Por volta de 550 a.C., o estilo da arte etrusca tornou-se nitidamente jônico, como demonstram as esculturas de terracota de Veios.
Os etruscos tinham também grande apreço pelos baixos-relevos, visíveis nos sarcófagos dos séculos VI e V a.C., como os de Clúsio, que representam danças, cerimônias fúnebres e banquetes, e constituem fonte importante de informação.
Os monumentos mais famosos são os túmulos dos Áugures e da Leoa.
Os etruscos eram bons construtores, mas pouco restou de suas edificações, erigidas preferentemente em madeira.
Entre o que resistiu, por ser de pedra, destacam-se fundações de muralhas, conjuntos de casas cuidadosamente pavimentadas, túmulos, e também ruas pavimentadas, que formam verdadeiras cidades dos mortos.
Réplicas do interior das casas, esses túmulos têm molduras, arcos e abóbadas - estas importadas do Oriente pelos etruscos, que as transmitiram a Roma, depois de aperfeiçoá-las.